
O governo das Maldivas informou, nesta segunda-feira (18/5), que os corpos dos quatro mergulhadores italianos que desapareceram na última semana foram encontrados. O grupo de mergulhadores desaparecidos contava com cinco italianos, mas o corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti, de Pádua, já havia sido encontrado na quinta-feira (14/5).
Mohamed Muizzu, presidente das Maldivas, viajou para o atol de Vaavu no sábado (16/5) para acompanhar as operações de busca.
Além de Benedetti, a professora associada de Ecologia da Universidade de Gênova, Monica Montefalcone; Giorgia Sommacal, estudante de Engenharia Biomédica e filha de Monica; a pesquisadora de Turim, Muriel Oddenino di Poirino e o instrutor de mergulho Federico Gualtieri integravam o grupo.
De acordo com as autoridades locais, a tragédia foi o pior acidente de mergulho já registrado nas Ilhas Maldivas. Envolvendo áreas perigosas, a operação de resgate foi considerada de alto risco pelos mergulhadores de resgate. O sargento-mor Mohamed Mahudhee, mergulhador que também participava da operação de resgate, morreu no sábado vítima de descompressão.
“Oito mergulhadores de resgate entraram na água hoje. Quando eles emergiram, perceberam que o Sr. Mahdhee não havia subido", afirmou um porta-voz do governo das Maldivas.
O governo italiano também se pronunciou e deu mais detalhes do caso. De acordo com as autoridades, os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas submarinas próximas à ilha de Alimatha, que apesar de reunir apreciadores da vida marinha e pesquisadores é considerada uma zona difícil até por mergulhadores experientes.
"Acredita-se que os mergulhadores morreram enquanto tentavam explorar cavernas a uma profundidade de 50 metros", disse o ministério de Relações Exteriores da Itália.

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