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Irã acusa EUA e Israel de violar novo acordo de cessar-fogo e anuncia fechamento do estreito de Ormuz

Governo do Irã afirma que EUA fizeram uma "violação flagrante de sua promessa" para encerrar guerra; americanos negam que Irã tenha fechado estreito

Menos de 24 horas após anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, pelo menos 20 pessoas foram mortas em ataques israelenses no sul do Líbano, segundo relatos -  (crédito: Reuters)
Menos de 24 horas após anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, pelo menos 20 pessoas foram mortas em ataques israelenses no sul do Líbano, segundo relatos - (crédito: Reuters)

Dias após um novo acordo entre Estados Unidos e Irã destinado a encerrar a guerra, as Forças Armadas iranianas afirmam que vão novamente fechar o estreito de Ormuz, atribuindo a decisão à "violação flagrante da promessa feita pelos Estados Unidos".

O governo iraniano destaca o primeiro item do acordo de 14 pontos divulgado na última quarta-feira (17/6), que previa a "cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano".

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A declaração ocorre após relatos de que ao menos 20 pessoas morreram em ataques israelenses no sul do Líbano menos de 24 horas depois do anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, grupo político e militar muçulmano do Líbano.

Fotografia colorida mostra criança ruiva de costas, com uma camiseta de time de futebol, olhando os escombros de local atingido por bombas no Líbano. Moradores, funcionários e jornalistas são vistos no transitando no fundo da imagem.
Reuters
Menos de 24 horas após anúncio de um novo cessar-fogo entre Israel e Hezbollah, pelo menos 20 pessoas foram mortas em ataques israelenses no sul do Líbano, segundo relatos

Apesar do anúncio, o vice-presidente americano JD Vance afirmou, em coletiva de imprensa na manhã deste sábado (20/6), que não há "nenhuma evidência de que os iranianos estejam fechando o estreito."

O estreito de Ormuz é uma passagem marítima entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, por onde são transportados cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados no mundo. Depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em fevereiro, o país interrompeu o trânsito no local, gerando uma disparada nos preços globais do petróleo.

Fotografia colorida mostra o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, um homem branco de barba e olhos claros, usando um terno escuro e gravata vermelha. Ele gesticula em frente a microfones. Atrás dele, há uma bandeira americana e o símbolo da Casa Branca.
Reuters
"Não temos nenhuma evidência de que os iranianos estejam fechando o estreito de Ormuz", afirmou o vice-presidente americano JD Vance neste sábado (20/9)

Todos os olhos em Trump

Na análise de Jon Donisson, correspondente da BBC em Israel, o acordo entre Irã e Estados Unidos sempre foi frágil e já há sinais de que ele está se desfazendo.

"A reabertura parcial do estreito de Ormuz foi a principal conquista do acordo e uma prioridade para os Estados Unidos, que buscavam evitar uma crise econômica global", escreve Donisson.

"Agora, a atenção se volta para o presidente Trump, para ver que tipo de pressão poderá ser exercida sobre seu aliado, Israel, para forçar o país a conter sua operação militar no Líbano."

Donisson acrescenta que o episódio ocorre após uma semana de críticas sem precedentes dos Estados Unidos a Israel por suas ações no sul do Líbano, com o governo americano acusando os militares israelenses de fazer uso excessivo da força.

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BBC
BBC Geral
postado em 20/06/2026 15:41
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