
A ajuda de emergência dos Estados Unidos para a Venezuela após os terremotos devastadores da semana passada passa agora de 300 milhões de dólares (R$ 1,5 bilhão), informou o governo do presidente Donald Trump nesta segunda-feira (29/6).
A cifra representa o dobro do montante anunciado anteriormente, de 150 milhões de dólares (R$ 775 milhões). "Estes fundos proporcionarão atenção médica de emergência, assistência alimentar, água e saneamento, refúgio, proteção e apoio logístico", assinalou o Departamento de Estado americano em nota.
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A ajuda é canalizada por organizações associadas, entre elas Samaritan's Purse, Catholic Relief Services, a Organização Internacional para as Migrações, o Unicef, o Programa Mundial de Alimentos e a Cruz Vermelha.
Washington, que mandou navios de guerra e ajudou a reabrir parcialmente o danificado aeroporto de Caracas, também enviou para a Venezuela quatro equipes urbanas de busca e resgate, formadas por mais de 300 socorristas e quase duas dúzias de cães de buscas, acrescentou a nota.
Dois terremotos devastadores consecutivos com magnitudes 7,2 e 7,5 sacudiram a costa caribenha da Venezuela na última quarta-feira. O balanço oficial mais recente é de 1.450 mortos e 3.150 feridos. O governo evita falar em desaparecidos, que as Nações Unidas estimam em mais de 50.000.
Um forte tremor foi sentido nesta segunda-feira em Caracas e no vizinho estado de La Guaira, enquanto as esperanças de encontrar sobreviventes diminuem e cresce a frustração com a resposta do governo.
A assistência dos Estados Unidos para a Venezuela ocorre em um momento em que as tensões entre Washington e Caracas se suavizaram nos últimos meses, depois que as forças americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro em janeiro e o governo Trump começou a trabalhar com um governo interino chefiado por Delcy Rodríguez.

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