Oriente Médio

Israel prepara 'resposta poderosa' a mísseis iranianos

Forças de Defesa de Israel confirmam ataques de Teerã e anunciam que projéteis foram interceptados pela defesa antiaérea. Idosa de 79 anos ficou ferida em um dos ataques à cidade de Haifa

Pela primeira vez desde 8 de abril, o Irã lançou mísseis balísticos contra o norte de Israel, horas depois de as forças israelenses atacarem Beirute, capital do Líbano. Minutos depois, o regime iraniano advertiu que o Estado judeu "cruzou todas as linhas vermelhas" e exigiu a suspensão de ataques em território libanês.

Por sua vez, o governo de Benjamin Netanyahu confirmou que Israel foi alvo de uma ofensiva iraniana e avisou que prepara uma "resposta poderosa" aos mísseis do Irã. De acordo com o jornal The Times of Israel, ao menos 10 mísseis balísticos foram disparados contra o norte de Israel. Uma idosa de 79 anos foi ferida enquanto se dirigia a um abrigo antibombas, na cidade portuária de Haifa. 

Nos últimos dias, o regime iraniano avisou que não toleraria bombardeios a Beirute. Israel tem realizado ataques aéreos contra o sul da capital libanesa, sob a justificativa de atingir o movimento fundamentalista xiita Hezbollah, aliado-chave do Irã no Oriente Médio.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com um alerta a Teerã: "Basta". Pouco antes da nova onda de ataques, o republicano havia instado o Irã a retornar à mesa de negociações. Os espaços aéreos da Síria e do Iraque foram fechados. 

Morador de Haifa, o ativista político brasileiro Luiz Aberbuj, 33 anos, estava em Tel Aviv quando os ataques começaram. "Eu fiquei sabendo há pouco. Liguei a televisão para ver qual é a situação. Até onde sei, a coisa no norte de Israel está feia. Era claro que o Irã iria intervir em favor do Hezbollah", disse ao Correio.

 

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