CUIDADOS MÉDICOS

Copa 2026: gasto com saúde nos EUA pode ser cinco vezes maior que a viagem

Especialista recomenda seguro-viagem para torcedores; uma consulta médica simples nos EUA pode custar mais de R$ 1 mil para quem não tem cobertura

O aumento dos custos com saúde nos Estados Unidos acende um alerta para os turistas que planejam acompanhar a Copa do Mundo de 2026. Com despesas médicas em alta e um sistema de atendimento privado, imprevistos podem gerar impactos financeiros significativos para estrangeiros.

Dados do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Departamento do Trabalho norte-americano mostram que os gastos com cuidados médicos subiram 4,2% em agosto de 2025. O percentual atingiu o maior nível desde 2021. Mesmo antes, o país já estava entre os mais caros do mundo para saúde.

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Na última Copa do Mundo, no Catar em 2022, 51 mil torcedores precisaram de atendimento médico. Parte deles foi encaminhada a hospitais, o que reforça a dimensão do problema para grandes eventos.

Hugo Reichenbach, diretor de operações da Real Seguro Viagem, afirma que o cenário preocupa. Diferentemente do Brasil, que oferece o Sistema Único de Saúde (SUS), o modelo norte-americano é privado e cobra por consultas, exames e internações.

"Se o brasileiro viaja sem seguro-saúde, o gasto que ele pode ter com a saúde privada nos EUA pode ser de até 5 vezes mais alto do que os valores gastos com a própria viagem", explica Reichenbach. Ele cita que problemas comuns como intoxicação, diarreia e quedas podem levar a custos inesperados.

Segundo a International Trade Administration, os EUA devem receber 2,3 milhões de brasileiros em 2026. O país sediará 78 jogos, a maior parte do torneio, contra 13 no México e 13 no Canadá. Confira os valores médios de alguns atendimentos:

  • Consulta médica simples: entre US$ 100 e US$ 200 (cerca de R$ 510 a R$ 1.020).

  • Atendimento de emergência: cerca de US$ 2 mil (aproximadamente R$ 10.200).

  • Internações: a partir de US$ 3 mil por noite (cerca de R$ 15.300).

  • Fraturas ou partos: podem chegar a US$ 10 mil (cerca de R$ 51.000).

Como funciona o seguro-viagem?

O seguro-saúde não é obrigatório para entrar nos países-sede da Copa, mas é altamente recomendado para evitar prejuízos. O turista contrata o plano antes do embarque, o que permite avaliar com calma as opções e coberturas.

Em muitos casos, o atendimento ocorre em uma rede credenciada sem necessidade de pagamento imediato, com opções de teleconsultas 24 horas. Em situações de urgência, pode ser preciso pagar os custos e solicitar o reembolso depois.

"Para brasileiros, escolher um seguro-viagem antes da viagem, no seu próprio país, ajuda muito quando você precisa do serviço, porque o suporte em português pode ser um alívio", acrescenta Hugo.

Especialistas também indicam uma avaliação médica prévia, especialmente para quem tem doenças crônicas, e a verificação das vacinas. Outra dica é montar um kit básico de medicamentos de uso contínuo, com prescrição médica quando necessário.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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