
O segundo dia das homenagens fúnebres ao líder supremo iraniano Ali Khamenei, neste domingo (05/7),que governou a República Islâmica de 1989 até sua morte, aos 86 anos, foi marcado pela ausência de seu filho e sucessor, Mojtaba, tão aguardado pela população. Os outros três filhos, Masud, Mostafa e Meysam, compareceram. Milhares de pessoas se reuniram diante do enorme complexo da Grande Mosalla, onde foi colocado o caixão do aiatolá decorado com os núcleos verde, branco e vermelho da bandeira do Irã.
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A ausência Mojtaba, o atual líder supremo, de 56 anos, também é cercada de muito mistério. Ele foi ferido em 28 de fevereiro - o primeiro dia da guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã -, e, desde então, não foi visto em público. Tudo que se sabe dele veio por meio de mensagens escritas à população do país.
As outras ausências notadas no segundo dia foram as dos três ex-presidentes iranianos Mohammad Khatami, Mahmud Ahmadinejad e Hassan Rouhani, que mantiveram relações tensas com Khamenei. Ao lado do caixão de Khamenei, também foram colocados seus familiares, que morreram com ele: uma de suas filhas, um gênro, uma nora e uma neta de 14 meses. Na primeira fila diante do caixão, estavam o presidente iraniano, Masud Pezeshkian, e o influente presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, chefe da equipe de negociação com os Estados Unidos. Os dois rezaram atrás dos caixões.
Para esta segunda (06/7), as autoridades anunciam uma grande procissão no centro de Teerã. Na terça-feira (o7/07), os restos mortais serão levados à cidade seminária de Qom, hierarquia xiita do Irã, para mais cerimônias De Qom, na quarta-feira (08/7), o corpo do líder supremo partirá de avião ao Iraque, para cerimônias nas cidades sagradas xiitas de Najaf e Karbala. E retornará ao Irã na quinta-feira (09/7), para uma grande procissão, realizada em Mashhad, onde será enterrado.
As autoridades planejam mobilizar milhões de pessoas para grandes procissões nos próximos dias, oferecendo transporte, alimentação e hospedagem. Também foram colocados caminhões-pipa, prontos para refrescar a multidão diante de temperaturas elevadas, que devem ultrapassar os 35°C.
"Castigados"
Ontem e hoje foram declarados feriado pelas autoridades. Isso para facilitar a participação da população nas audiências. Para as autoridades do país, todos esses ritos serão uma resposta ao mundo ocidental e clara demonstração de força em plena negociação diplomática com os Estados Unidos, mesmo após a assinatura, no mês passado, de um acordo-quadro para pôr fim ao conflito."Os assassinos [de Khamenei] devem ser castigados", disse à AFP um homem de 38 anos. E prosseguiu:"Estamos aqui para mostrar ao mundo que apoiamos nossa revolução e nosso líder, e exigimos vingança pelo sangue de nossos".
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