COPA DO MUNDO 2026

Os principais recordes e números históricos ocultos da Copa do Mundo da Fifa de 2026

Disputada por 48 seleções em três países-sede. A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026 quebrou recordes desde antes da bola rolar na América do Norte. Mas o torneio trouxe também outros números interessantes, dentro e fora do campo, que merecem ser mencionados.

As seleções da Espanha e da França não tiveram medo de chutar a gol nesta Copa do Mundo -  (crédito: Reuters)
As seleções da Espanha e da França não tiveram medo de chutar a gol nesta Copa do Mundo - (crédito: Reuters)

A Copa do Mundo da Fifa de Futebol Masculino de 2026 criou marcos históricos, mesmo antes que a bola rolasse pela primeira vez nos campos da América do Norte. O torneio foi o primeiro a ser realizado em mais de dois países-sede e contou com a participação recorde de 48 países.

Mas existem números menos conhecidos sobre o que aconteceu dentro e fora do campo nos Estados Unidos, México e Canadá, antes da final deste domingo (19/7).

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Aqui estão alguns fatos e estatísticas da Copa que podem ser surpreendentes.

Franceses e espanhóis insaciáveis

Mikel Oyarzabal, Alex Baena e Dani Olmo, da Espanha, conversam antes da cobrança de uma falta durante a partida contra a Bélgica pelas quartas de final da Copa do Mundo de 2026, em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 10 de julho
Reuters
As seleções da Espanha e da França não tiveram medo de chutar a gol nesta Copa do Mundo

A Espanha pôs fim à tentativa francesa de conquistar sua terceira Copa do Mundo. Mas as duas equipes atingiram a surpreendente marca de 120 chutes a gol, nas sete partidas que antecederam a final.

Ai, Inglaterra!

Outra equipe que voltou para casa nas semifinais foi a Inglaterra, que foi a seleção que sofreu mais faltas nesta Copa do Mundo: nada menos que 102.

O motor de Rodri

O meio-campista espanhol certamente trabalhou bastante. Ele correu quase 84 km em sete jogos, até a semifinal.

O francês Kylian Mbappé comemora um gol da França na vitória contra o Marrocos, em Boston, no dia 9 de julho, com o goleiro marroquino Bonou observando ao fundo
Reuters
Kylian Mbappé cravou a corrida mais rápida da Copa do Mundo de 2026, atingindo 37,6 km/h

Mbappé, o homem-bala

O astro francês foi o jogador mais rápido do torneio. Ele correu a 37,6 km/h durante a vitória da França sobre o Marrocos, nas quartas de final.

Apenas mais um jogador rompeu a barreira dos 37 km/h: o sueco Anthony Elanga.

O goleiro de Curaçao, Eloy Room, pula para tentar interceptar a bola, durante o jogo da sua seleção contra o Equador, na fase de grupos da Copa do Mundo de 2026
Reuters
Eloy Room igualou o recorde de maior número de defesas no tempo normal em uma única partida da Copa do Mundo, salvando Curaçao 15 vezes contra o Equador

A muralha paraguaia e o recorde de Curaçao

O Paraguai causou uma das maiores surpresas do torneio, ao vencer a tetracampeã Alemanha nos 16 avos de final, além de segurar o empate contra a França por 70 minutos, nas oitavas.

O goleiro Orlando Gill teve importante participação nos seis jogos da campanha paraguaia. Ele fez 28 defesas, o recorde da competição.

Cabe aqui uma menção honrosa ao goleiro de Curaçao, Eloy Room. Ele igualou o recorde de maior número de defesas no tempo normal em um único jogo de Copa do Mundo (15), no empate em 0x0 da sua seleção contra o Equador, pela fase de grupos.

Desperdício de pênaltis

Foram muitos pênaltis cobrados nesta Copa do Mundo: 61, para ser exato, incluindo as decisões no mata-mata.

Destes, apenas 40 foram convertidos.

A empresa de análises esportivas Opta afirma que este índice de conversão (65,5%) é o mais baixo desde a Copa de 1966. O próprio Lionel Messi perdeu duas cobranças.

Com mais equipes, aumenta o CO?

Bandeiras da Copa do Mundo de 2026 em um poste de Los Angeles, nos Estados Unidos, com um avião de passageiros voando no céu azul
Getty Images
As viagens aéreas representarão a imensa maioria das emissões de carbono desta Copa do Mundo, segundo os cientistas

A rede internacional de especialistas climáticos Scientists for Global Responsibility (SGR) considera a Copa do Mundo de 2026 como a mais poluente da história.

Em um relatório publicado no ano passado, os especialistas afirmaram que a pegada de carbono da competição pode atingir nove milhões de toneladas de CO?, quase o dobro da média dos quatro últimos torneios.

Recorde de público

A Copa do Mundo de 2026 estabeleceu um novo recorde de público no final da fase de grupos, segundo a Fifa: 4,6 milhões de pessoas compareceram a 72 partidas, quebrando o recorde do torneio de 1994, nos Estados Unidos.

No final das oitavas de final, o número total de espectadores aumentou para cerca de 6,25 milhões, o que corresponde a quase 12 vezes a população de Cabo Verde.

O goleiro cabo-verdiano Vozinha tira uma selfie com torcedores enquanto deixa o campo de jogo em uma partida da Copa do Mundo de 2026
Getty Images
Agora, o goleiro cabo-verdiano Vozinha provavelmente precisará parar para selfies com mais frequência

Vozinha, o fenômeno das redes sociais

Por falar no arquipélago africano que estreou na Copa do Mundo, as façanhas do veterano goleiro Vozinha o transformaram em uma sensação das redes sociais.

Ele chegou à América do Norte com 50 mil seguidores no Instagram. E, em 17 de julho, já eram mais de 29 milhões.

Suor na Filadélfia

As temperaturas escaldantes do verão da América do Norte levaram a Fifa a criar pausas obrigatórias para hidratação na Copa do Mundo de 2026.

Ainda assim, os jogadores da França e do Paraguai precisaram enfrentar 38 °C durante a partida entre as duas seleções, pelas oitavas de final, no Estádio da Filadélfia.

Foi a partida mais quente do torneio até aqui, dentre as disputadas sem ar-condicionado.

Lionel Messi, de camisa branca, terno azul escuro e gravata, sorri para o presidente americano Donald Trump, com roupas similares e gravata vermelha e a bandeira dos Estados Unidos na lapela, segurando uma bola de futebol oferecida de presente a ele durante uma recepção para os jogadores do Inter Miami na Casa Branca, no dia 5 de março de 2026
Reuters
Trump e Messi irão se encontrar novamente no domingo, 19 de julho?

Nenhum sinal do presidente Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica ao afirmar que havia defendido com sucesso junto à Fifa o cancelamento da suspensão automática do atacante americano Folarin Balogun, pela expulsão sofrida nos 16 avos de final.

Mas Trump não compareceu a nenhuma partida do torneio até aqui, o que é bastante incomum para o chefe de Estado de um país anfitrião.

Sua presença é esperada na final, para entregar o troféu ao capitão da seleção campeã do mundo, segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

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BBC
Fernando Duarte - Serviço Mundial da BBC
postado em 19/07/2026 13:17 / atualizado em 19/07/2026 14:18
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