
Muito além de um documento de imigração, o Green Card é a autorização que permite a um estrangeiro viver de forma permanente nos Estados Unidos. O tema voltou ao centro das discussões depois do governo do presidente Donald Trump conceder nesta segunda-feira (20/7), o Green Card para o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Na prática, o Green Card comprova que o imigrante recebeu o status de residente permanente legal. Com ele, é possível morar, trabalhar e estudar no pais por tempo indeterminado, além de entrar e sair do país seguindo as regras migratórias. O documento, porém, não equivale à cidadania norte-americana, embora possa ser um dos passos para quem pretende se naturalizar no futuro.
Além disso, ao contrário do que muitos imaginam, não existe apenas uma forma de conseguir um Green Card. A legislação norte-americana prevê diferentes categorias de elegibilidade, cada uma destinada a um perfil específico de imigrante.
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Imigração por vínculo familiar: destinada a parentes de cidadãos norte-americanos ou de residentes permanentes legais. A categoria inclui, por exemplo, cônjuges, pais e filhos, mas cada relação familiar tem regras próprias. O casamento com um cidadão norte-americano é uma das formas mais conhecidas de solicitar o Green Card, mas a união não garante automaticamente a residência. O casal precisa comprovar que o relacionamento é legítimo e não foi realizado apenas com objetivo migratório. O processo pode envolver análise de documentos, entrevistas e outras verificações pelas autoridades de imigração.
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Imigração baseada em emprego: Nessa modalidade, podem se enquadrar profissionais com qualificações específicas, trabalhadores especializados, pesquisadores, executivos e pessoas com habilidades consideradas de interesse para os Estados Unidos. Em muitos casos, o processo depende do patrocínio de um empregador, embora algumas categorias permitam que o próprio candidato apresente a solicitação.
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Imigração por investimento: voltada para estrangeiros que desejam obter residência por meio de investimentos que atendam aos critérios estabelecidos pelo governo americano. Essa categoria ganhou destaque em 2026 com o lançamento do Gold Card, iniciativa do governo Trump direcionada a investidores de alto patrimônio. O programa, porém, não substitui as demais formas tradicionais de Green Card.
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Refugiados e pessoas que receberam asilo: estrangeiros reconhecidos como refugiados ou que obtiveram asilo nos Estados Unidos também podem solicitar a residência permanente após cumprir os requisitos previstos na legislação migratória.
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Estudos nos EUA: estudar no país, por si só, não dá direito ao Green Card. Estudantes internacionais normalmente entram nos Estados Unidos com vistos temporários, como o F-1, que permitem a permanência durante o período acadêmico. Após a formação, alguns estrangeiros conseguem buscar a residência permanente por outros caminhos, como uma oferta de emprego, casamento com cidadão norte-americano ou outra categoria prevista na legislação migratória.
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Programa de Vistos de Diversidade (loteria do Green Card): o governo também disponibiliza anualmente vistos de residência permanente por meio de um sorteio para cidadãos de países com baixos índices históricos de imigração para os EUA. A participação depende do cumprimento dos requisitos definidos para cada edição do programa.
Processo depende da categoria escolhida
Não existe um único procedimento para conseguir um Green Card. O caminho depende da situação de cada candidato e da categoria em que ele se enquadra.
Em geral, o processo envolve comprovar a elegibilidade, apresentar documentos, pagar taxas, por vezes bem altas e passar por análises de segurança e cumprir as etapas determinadas pelas autoridades de imigração do país.
Por isso, antes de iniciar um pedido, o interessado precisa identificar qual modalidade se aplica ao seu caso e quais requisitos são exigidos para aquela categoria. Todas as informações e valores estão no site oficial do governo norte-americano.

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