
Milhares de imigrantes que deixaram Marrocos chegaram nesta quinta-feira (30/7) a Ceuta. O local é uma cidade autônoma espanhola no norte da África, na margem africana da desembocadura oriental do estreito de Gibraltar.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o exato momento. De acordo com informações da agência de notícias estatal EFE, da Espanha, o local recebe dezenas de marroquinos diariamente há pelo menos dez dias. Antes da cerca de segurança da fronteira ser liberada, muitos a escalaram para passar.
Veja alguns dos registros que circulam nas redes:
Forças de segurança dizem que a cidade de Ceuta pode cair com a entrada em massa de imigrantes e distúrbios generalizados. Seria a terceira invasão da cidade em 1500 anos. A última foi por tropas portuguesas, em 1415. O presidente de governo da Espanha, Pedro Sanchez, afirma que… pic.twitter.com/sEaxvZiBij
— Renato Souza (@reporterenato) July 30, 2026
???????? Sánchez’s government does not consider the invasion of Ceuta a “national emergency”
— Visegrád 24 (@visegrad24) July 30, 2026
The Interior Ministry said it will protect border integrity but cannot declare a formal national emergency solely over migration.
As a result, Ceuta’s local authorities cannot access special… pic.twitter.com/rXGdIdBNxK
Moradores flagraram a chegada da multidão. A travessia entre os dois países, feita por meio de Fnideq, cidade marroquina mais perto do enclave espanhol, foi feita a pé e até mesmo a nado. Os policiais, incapazes de segurar o fluxo, permitiram a entrada de todos.
Segundo autoridades regionais, 1,5 mil pessoas chegaram a Ceuta na semana passada, entre os dias 20 e 25 de julho. No centro de acolhimento de imigrantes da região, mais de 400 pessoas aguardavam admissão, nessa quarta-feira (29/7). As 512 vagas totais já haviam sido preenchidas. Algumas adicionais também já estavam esgotadas.
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Juan Jesus Vias, prefeito da cidade, solicitou ajuda do Exército para controlar a situação. O próprio Vivas já havia requisitado ao governo de Pedro Sánchez, primeiro ministro espanhol, que fosse declarado estado de emergência. Sánchez afirma que trabalha junto a autoridades nacionais e internacionais para restaurar a ordem.
A imigração em massa é motivada, principalmente, pela falta de empregos e condições de vida ruins nas cidades vizinhas, como em Fnideq. O enclave espanhol, além disso, é visto como uma porta de entrada para melhores condições na União Europeia.

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