
"O país espera que o governo dos Estados Unidos apoie a transição para a democracia e respeite nossa soberania. Um governo eleito pelo povo terá a legitimidade para reestruturar o país e manter relações amistosas e de cooperação com os EUA. Até o momento, não vejo o governo americano como um obstáculo à restauração da nossa democracia."
Rodrigo Cabezas, economista, ex-ministro das Finanças da Venezuela (2007), dissidente e membro da esquerda democrática
"Washington detém a capacidade real de impor condições, gerir incentivos e determinar o ritmo da transição. Isso pode favorecer a democratização se seu poder for usado para desmantelar a repressão e garantir eleições. Mas pode ser dificultado se a estabilidade, o petróleo, a segurança regional ou os interesses estratégicos dos EUA prevalecerem sobre a soberania popular."
José Vicente Carrasquero Aumaitre, professor de ciência política da Universidad Simón Bolívar (em Caracas)
"Até o momento, priorizou-se um processo de normalização das relações econômicas com os Estados Unidos em detrimento da democratização. É aqui que começamos a nos preocupar. O momento certo para enfrentar a democratização dependerá, em grande medida, de os EUA manterem ou controlarem certas alavancas, como a pressão militar e a econômica."
Benigno Alarcón, fundador e ex-diretor do Centro de Estudos Políticos da Universidad Católica de Caracas
