Um freira de origem nigeriana foi detida por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) enquanto seguia para uma celebração religiosa no último domingo (28/6), em McAllen, no estado do Texas, cidade localizada próxima à fronteira com o México.
Leticia Ugboaja usava o hábito religioso, mas não portava documentos de identificação no momento da abordagem, apesar de viver legalmente no país.
O caso mobilizou rapidamente integrantes da comunidade católica e autoridades locais. Após a prisão, representates da Igreja de Nossa Senhora das Dores divulgaram uma mensagem nas redes sociais relatando o ocorrido.
Além de integrar a congregação Filhas de Maria, Mãe da Misericórdia, Leticia também atua como enfermeira registrada no South Texas Health System. Antes disso, trabalhou durante uma década como auxiliar de enfermagem certificada no DHR Health, em Edinburg, informou Brenda Riojas, porta-voz da Diocese de Brownsville.
A intervenção de lideranças políticas e religiosas resultou na soltura de Leticia ainda na noite de domingo. Em comunicado, Brenda Riojas expressou gartidão pela rapidez dos desdobramentos.
"Somos gratos pela rápida resposta dos representantes locais, que contataram o Departamento de Segurança Interna para conseguir sua libertação da custódia."
A Diocese de Brownsville criticou a atuação dos agentes de imigração e classificou a ocorrência como "extremamente perturbadoras". Conforme a instituição religiosa, durante o período em que permaneceu sob custódia, a freira foi impedida de tomar os medicamentos de uso diário.
Segundo informou a NBC News, a repercussão levou parlamentares, entre eles a a deputada federal Monica de La Cruz, a atuar junto às autoridades federais para buscar a liberação da religiosa.
Até o momento de pulicação desta reportagem, nem o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos nem o Serviço de Imigração e Alfândega se pronunciaram oficialmente sobre o episódio.
