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OpenAI afirma que ataque de agente de IA invadiu outras plataformas

Em testes internos, modelos avançados da OpenAI exploraram falhas de segurança para escapar de ambiente isolado e atacar plataformas

Os dois modelos de inteligência artificial (IA) da OpenAI que escaparam, por iniciativa própria, do ambiente fechado em que estavam sendo testados para atacar a biblioteca de modelos de IA online Hugging Face, também invadiram outras quatro plataformas, segundo a criadora do ChatGPT.

Uma delas serviu de intermediária para preparar o ataque contra a Hugging Face, uma biblioteca de IA que os dois modelos exploraram para encontrar as respostas aos testes propostos pelos desenvolvedores da OpenAI.

Entenda o que aconteceu

Em uma bateria recente de testes internos de segurança digital, a OpenAI submeteu seus modelos de inteligência artificial mais avançados, entre eles o GPT-5.6-Sol, a simulações de ataques cibernéticos para avaliar seu potencial em operações ofensivas. Para que as capacidades dos sistemas fossem examinadas em sua totalidade, parte dos mecanismos automáticos de proteção foi desativada temporariamente.

Embora estivessem restritos a um ambiente de execução isolado (sandbox), os modelos localizaram uma vulnerabilidade no gerenciador de pacotes utilizado nesse sistema. A partir da brecha, conseguiram ampliar seus privilégios de acesso dentro da infraestrutura interna da OpenAI até alcançar um equipamento com conexão à internet.

Já fora do ambiente isolado, a IA verificou que as respostas do teste que tentava completar estavam hospedadas em um repositório da plataforma Hugging Face. Em seguida, o agente autônomo realizou milhares de comandos contra a infraestrutura do serviço na tentativa de obter os arquivos relacionados à avaliação.

A atividade incomum foi detectada pelo Hugging Face em 16 de julho. Segundo o relato, a empresa identificou que a invasão era conduzida integralmente por um sistema de agentes autônomos, bloqueou o acesso, substituiu as chaves de segurança comprometidas e comunicou o caso às autoridades competentes.

Posteriormente, a OpenAI reconheceu publicamente que as tentativas de ataque haviam sido originadas por seus próprios modelos, que participavam dos testes internos.

O episódio reforçou, segundo a empresa, que o uso exclusivo de "sandboxes" de software pode não ser suficiente para conter sistemas de IA com capacidades avançadas de programação e exploração de vulnerabilidades. Desde então, o setor passou a reforçar os protocolos de testes de agentes autônomos com mecanismos de isolamento em hardware e restrições criptográficas mais rigorosas.

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