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'Liberdade de imprensa não está em questão no Brasil', diz Cármen Lúcia

Ministra do STF participa de evento promovido pela BBC que discute desinformação.

'Liberdade de imprensa não está em questão no Brasil', diz Cármen Lúcia  -  (crédito: BBC Geral)
'Liberdade de imprensa não está em questão no Brasil', diz Cármen Lúcia - (crédito: BBC Geral)

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu nesta sexta-feira (14/8) a liberdade de imprensa e disse que ela não está em questão no Brasil.

A declaração ocorreu após a magistrada ser questionada pela editora-chefe da BBC News Brasil em São Paulo, Flávia Marreiro, sobre a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que, no início desta semana, determinou uma operação de busca e apreesão contra uma fonte de um jornalista.

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"A liberdade de imprensa não está em questão no Brasil. Não existe democracia sem liberdade de imprensa. Isso é o que está na Constituição", declarou, esclarecendo, contudo, que não poderia falar sobre o caso em específico.

"Eu sou proibida por lei de falar sobre o que está em júdice do Supremo [...] Mas quando chegar lá eu vou ter que votar."

O caso deve ser levado a plenário no STF, como indicou o presidente da Corte, Edson Fachin. Na quinta-feira (13/8), Fachin citou a importância da liberdade de imprensa e defendeu o sigilo de fonte.

A ministra participa de um evento gratuito promovido pela BBC World Service e pela BBC News Brasil sobre os desafios do combate à desinformação no país.

Entenda o caso

Na terça-feira (11/8), o minitro Alexandre de Moraes autorizou uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF) contra Raimundo Cutrim, ex-secretário do governo do Maranhão apontado como uma das fontes do jornalista Luís Pablo, acusado de perseguir o ministro Flávio Dino.

A medida faz parte de uma investigação sobre a obtenção e divulgação de informações relacionadas ao ministro.

A investigação começou após Luís Pablo publicar, em novembro de 2025, reportagens sobre o uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por Dino e familiares. Em março, o jornalista foi alvo de uma primeira operação, quando a PF apreendeu celulares, notebook e outros dispositivos.

De acordo com a Polícia Federal, essas informações foram repassadas ao jornalista por Raimundo Cutrim, que usou o cargo público para consegui-las em sistemas de acesso restrito

Com base nisso, a PF pediu a realização de novas buscas contra Cutrim.

Nesta sexta-feira (14/8), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo sobre três decisões que envolvem investigações de casos de corrupção no Maranhão.

O caso ganhou repercussão porque o magistrado teve o seu esquema de segurança violado por um dos investigados, que vazou dados e o deslocamento de Dino e sua família no estado.

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BBC
BBC Geral
postado em 14/08/2026 16:40
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