
Dois dias após ser pedida em casamento, Snezhana Korolyova, de 29 anos, foi morta por um ataque de urso-pardo durante uma viagem romântica com seu noivo, em um acampamento nas Montanhas Altai, na Sibéria, Rússia. O ataque aconteceu nesta quarta-feira (19/8), por volta das 1h da madrugada, o casal estava dormindo quando o urso começou a despedaçar a barraca.
Segundo relatos locais obtidos pelo jornal The Sun, o urso rasgou a estrutura e arrastou Snezhana para longe enquanto ela gritava. O corpo foi parar do outro lado do Rio Biya e foi enterrado pelo urso. Posteriormente as equipes que atuaram na ocorrência localizaram os restos mortais.
A vítima era funcionária do Ministério de Situações de Emergência da Rússia e natural da região de Novosibirsk, até o momento, o nome do noivo não foi divulgado. Uma das testemunhas identicadas como Alina, relatou que o noivo ficou em estado de choque após o ataque: “Ele [urso] não a soltava e a arrastou para o outro lado do rio”, relatou.
Outras testemunhas contatam que os guardas-florestais e policiais foram acionados e chegaram a disparar para o alto para afastar o animal, não atiraram diretamente contra o urso devido às restrições para disparos na área. Pórem a equipe não teve sucesso em capturar o urso envolvido no ataque.
Uma campista afirmou que a irmã também encontrou o animal naquela noite e conseguiu escapar. Segundo ela, a mulher caiu e entrou em uma cabana enquanto um motorista que passava pelo local usou os faróis do carro para afastar o urso, na fuga o animal teria atingido e amassado o para-lama do veículo.
Segundos moradores da região, aproximadamente 20 ursos costumam circular pela vila de Artybash. Um representante da Sociedade de Caçadores e Pescadores do distrito de Mayminsky atribuiu o aumento dos encontros entre ursos e moradores, em parte, à redução do período de caça regulamentada. Segundo ele, a diminuição da oferta de alimentos naturais, como nozes, também estaria levando os animais a procurar comida em áreas próximas às comunidades e aos acampamentos.
Após a morte de Snezhana, as autoridades decretaram estado de alerta por dez dias na região, e um toque de recolher obrigatório das 20h às 10h na região. O Ministério Público da República de Altai abriu um inquérito sobre a morte da mulher.

Mundo
Mundo
Mundo
Mundo
Mundo
Mundo