
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (17/9) um reajuste de 15% para os benefícios pagos pelo programa Bolsa Família.
Segundo o governo, o aumento está dentro do permitido pela lei que criou o programa e se trata da reposição da inflação dos últimos anos, quando os benefícios ficaram congelados.
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Após anos sem correção, a gestão Lula decidiu reajustar o benefício a menos de três semanas do primeiro turno das eleições, em um momento em que as pesquisas eleitorais mostram a tentativa de reeleição do presidente ameaçada pela recuperação do candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro.
O Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil mostra os dois empatados em um provável segundo turno.
Com o aumento de 15%, o piso do Bolsa Família subirá de R$ 600 para R$ 691.
Já o benefício médio pago pelo programa deve aumentar de R$ 675 para R$ 777.
O valor de R$ 600 foi adotado em 2022, pelo governo de Jair Bolsonaro, também próximo à eleição. O valor foi viabilizado pela chamada PEC do Fim do Mundo, uma alteração constitucional aprovada no Congresso que permitiu a criação de uma série de novos benefícios às vésperas do pleito nacional.
Na época, o programa se chamava Auxílio Brasil. Com a eleição de Lula, o valor foi mantido e o nome Bolsa Família voltou.
