
O papa Leão XIV anunciou na manhã de domingo (11/10) que médicos detectaram um nódulo em estágio inicial em seu pulmão. O pontífice afirmou que será submetido a uma cirurgia nos próximos dias. Ele afirmou que o nódulo foi detectado em estágio inicial e seu crescimento está "bem controlado". Ainda assim, afirmou o papa, médicos recomendaram a cirurgia para a remoção. O anúncio foi feito na Praça de São Pedro, no Vaticano, ao final da oração dominical do Angelus.
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"Queridos amigos, durante alguns exames médicos recentes, os médicos encontraram um nódulo localizado em meu pulmão. Ele foi detectado em um estágio muito inicial e está bem localizado. Os médicos consideram a cirurgia adequada. Seguindo a orientação deles, decidi, portanto, submeter-me a uma operação para removê-lo. A cirurgia já está agendada para os próximos dias. Agradeço pela proximidade espiritual de vocês e confio-me às suas orações", disse o papa aos fiéis.
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Um nódulo pulmonar é uma massa densa encontrada no pulmão. A maioria dos nódulos detectados em exames, sem estar associados a sintomas, costuma ser benigna. "Os médicos avaliaram oportuno operar e, portanto, seguindo os seus conselhos, decidir submeter-me a uma operação para retirá-lo", afirmou o pontífice, de 71 anos, ao término da oração do Ângelus na Praça de São Pedro.
O nódulo pulmonar foi identificado durante uma revisão médica recente, mas se encontra "em um estágio muito inicial" e está "bem localizado".
Segundo uma porta-voz do Vaticano, o papai será operado nos primeiros dias da próxima semana e deverá permanecer hospitalizado por "aproximadamente uma semana".
A cirurgia deve acontecer no hospital romano Gemelli, que tradicionalmente recebe os papais desde João Paulo II. O papa Leão XIV tem uma viagem prevista para novembro, na qual visitará Uruguai, Argentina e Peru.
Esclarecer diagnóstico
De acordo com o oncologista Márcio Almeida, do Hospital Brasília e membro da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) nódulo é uma formação localizada em um tecido ou órgão, que pode ser tanto benigno quanto maligno, portanto a descoberta não significa, por si só, um câncer. Nesse sentido, a retirada cirúrgica também não confirma malignidade, pois "pode ser realizada para esclarecer o diagnóstico, aliviar sintomas ou tratar uma lesão suspeita".
"O principal passo depois da cirurgia é o exame anatomopatológico, popularmente chamado de biópsia, no qual o patologista analisa o material retirado. Quando o nódulo já foi removido, geralmente é esse próprio tecido que será examinado", complementa o médico "Em algumas situações, são necessários testes complementares para definir com precisão o tipo de lesão".
Ainda segundo Almeida, o diagnóstico em fase inicial aumenta as chances de cura, porque permite tratar a doença antes que ela se espalhe, além de possibilitar tratamentos menos extensos, com menor impacto na qualidade de vida. "Esse benefício depende do tipo de tumor e de suas características biológicas: um nódulo pequeno, isoladamente, não garante que a doença esteja em estágio inicial. O fundamental é associar o diagnóstico precoce ao acesso oportuno ao tratamento adequado", afirma.