RÚSSIA

Opositor russo Kasparov recebeu alerta de que sua vida corre perigo

Em 2023, a Rússia classificou o fórum de Kasparov como "organização indesejável" e, dois anos depois, o incluiu em uma lista de organizações "terroristas"

O opositor russo no exílio e ex-campeão de xadrez Garry Kasparov anunciou nas redes sociais que recebeu um alerta dos serviços de segurança lituanos e americanos de que sua vida estava em "perigo".

O jornal espanhol El Mundo afirmou que agentes russos planejaram o assassinato de Kasparov, que vive nos Estados Unidos, e de um ex-parlamentar russo que se tornou opositor, Ilia Ponomarev.

Figura de destaque do xadrez no final do século passado, Kasparov e seu sócio Ivan Tiutrin fundaram em 2016 o Fórum Rússia Livre, que organiza conferências contra a guerra na Ucrânia.

Em 2023, a Rússia classificou o fórum como "organização indesejável" e, dois anos depois, o incluiu em uma lista de organizações "terroristas".

"A notícia de que, ao lado do meu sócio de toda a vida e cofundador do Fórum da Rússia Livre, Ivan Tiutrin, estamos em uma lista de pessoas que se pretende assassinar não me surpreende, mas ainda assim é um choque", escreveu. 

"Os serviços de segurança lituanos e americanos nos informaram que nossas vidas correm perigo e que deveríamos tomar medidas de precaução. Eu fiz e vou continuar fazendo", acrescentou.

Em meados de setembro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a acusação de cinco supostos agentes de inteligência russos, todos foragidos, acusados de conspirar para ordenar assassinatos e financiar atentados nos Estados Unidos e na Europa.

Seus integrantes eram um ex-coronel dos serviços de inteligência russos e seu filho, dois cubanos e um venezuelano. O grupo, ativo há pelo menos dois anos, tentou assassinar nos Estados Unidos "um importante dissidente russo", indicou o Departamento, que também revelou outra tentativa de assassinato na Lituânia.

A pasta não especificou quem eram os alvos. Segundo Kasparov, nem ele nem seu sócio Tiutrin, que vive justamente na Lituânia, foram informados de que poderiam ser as potenciais vítimas.

 

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