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Artigo: Doses de vida

Novo imunizante está à disposição do público -  (crédito:  Ed Alves/CB/DA.Press)
Novo imunizante está à disposição do público - (crédito: Ed Alves/CB/DA.Press)
postado em 02/03/2023 06:00

Após anos sombrios, o Brasil dá a largada para voltar a ser reconhecido como referência mundial de imunização. Com o lançamento do Movimento Nacional pela Vacinação, na última segunda-feira, o governo federal busca recuperar as coberturas vacinais ideais, ou seja, que ficam acima dos 95% — patamar estabelecido pela Organização Mundial da Saúde como seguro na proteção contra doenças.

E para reforçar aos brasileiros que imunizantes salvam vidas, o exemplo vem de cima. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva foi vacinado com a dose bivalente contra a covid-19. Fez isso publicamente, à frente de todos, como incentivo à população. É assim que devem agir governantes realmente preocupados com o bem-estar do seu povo. Sem sabotagens, sem o negacionismo que tantas mortes provocaram no Brasil durante a pandemia.

Neste momento, a dose de reforço com a vacina bivalente é destinada a idosos acima de 70 anos, pessoas imunocomprometidas, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e funcionários quem vive em instituições. Em uma segunda etapa, haverá abertura para pessoas entre 60 e 69 anos, as com deficiência permanente, os trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas, além da população carcerária.

Pais ou responsáveis devem ficar atentos. A previsão é de que ainda neste mês ocorra o reforço da vacinação contra covid-19 para toda a população acima de 12 anos e para crianças e adolescentes. E em maio, está prevista uma mobilização para atualizar a caderneta de vacinação. Serão disponibilizadas doses de todo o Calendário Nacional de Vacinação. O governo anunciou, inclusive, ações em escolas pelo país.

Como destacou a ministra da Saúde, esse movimento em defesa da vida tem de ser, também, dos governos estaduais e municipais e de toda a sociedade. Esse é um ponto importantíssimo. A população precisa atender aos apelos pela imunização. A queda na cobertura vacinal se acentuou perigosamente nos últimos anos, sobretudo ante a falta de campanhas e a irresponsabilidade criminosa de autoridades, que procuraram demover as pessoas de receberem as doses. Por isso, o Brasil corre o risco de sofrer com o retorno de doenças eliminadas por aqui, como a poliomielite.

A vacina é uma proteção gratuita, acessível a todos. Não deixemos que especialmente crianças e adolescentes, o grupo mais vulnerável, corram o risco de sofrer com sequelas graves irreversíveis ou até de perder a vida por doenças evitáveis. É essencial que a sociedade se conscientize de que os imunizantes são seguros e salvam vidas.

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