Artigo

Mais que Alexa

Outra coisa Dona Alexa, mantenho vivo um velho e salutar hábito: embora ouça single, o que me dá um prazer maior é viajar por todas as faixas de um disco

Ao me inteirar sobre a utilização do tal aparelhinho, fiquei pensando: o que vou fazer com as coleções, os álbuns duplos e os discos que acumulei ao longo dos anos -  (crédito: Dane Deaner/Unsplash)
Ao me inteirar sobre a utilização do tal aparelhinho, fiquei pensando: o que vou fazer com as coleções, os álbuns duplos e os discos que acumulei ao longo dos anos - (crédito: Dane Deaner/Unsplash)

De forma aleatória, tomei conhecimento do Alexa, um novo aparelho de som. Para quem, assim como eu,  ainda não havia tido contato com esse, digamos, instrumento, explico: trata-se de um assistente, baseado na inteligência artificial, que funciona por comandos de voz para facilitar o cotidiano, ao tocar música, controlar dispositivos domésticos, informar notícias e interagir com o usuário.

Ao me inteirar sobre a utilização do tal aparelhinho, fiquei pensando: o que vou fazer com as coleções, os álbuns duplos e os discos que acumulei ao longo dos anos.  A dúvida, porém, foi rapidamente dissipada, ao olhar para o pequeno toca-disco, instalado em cima de um armário do meu quarto.

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Que a Alexa não me ouça, mas, embora aqui, ali, venha acioná-la, jamais deixarei de curtir gravações feitas por Tom Jobim, Chico Buarque, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Milton Nascimento, Edu Lobo e a pela saudosa Gal Costa — artistas da geração de ouro da MPB.

Sempre vou estar atento, também, aos discos lançados por Beth Carvalho, Elza Soares, Marisa Monte, Rosa Passos, Mônica Salmaso, Novos Baianos e Legião Urbana e outros grandes nomes da MPB. Dessa lista, obviamente, não podem faltar Bob Dylan e Beatles, ídolos internacionais pelos quais tenho, igualmente, enorme  admiração.

Outra coisa, dona Alexa: mantenho vivo um velho e salutar hábito: embora ouça single — até  porque eles chegam à mídia inicialmente, antecipando novos lançamentos —,  o que me dá um prazer maior é viajar por todas as faixas de um disco — mesmo agora, quando  o registro não é feito no formato físico, uma vez que as gravadoras, já há algum tempo, optam por fazê-lo nas plataformas digitais. 

Tenho feito isso há 50 anos, enquanto repórter e colunista do Correio Braziliense, e continuarei nessa labuta, até porque isso faz parte do ofício que exerço, prazerosamente, levando ao leitor informações, análises, críticas e elogios a respeito da atuação de cantores, compositores, instrumentistas, grupos e bandas, tanto da Capital Federal quanto dos artistas de outras regiões do país.

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postado em 17/03/2026 06:00
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