Por: Tharsila Prates
Todos nós temos capacidade para escolher caminhos, avaliar possibilidades e determinar a direção que queremos seguir. Assim é, também, quando nos deparamos, a cada quatro anos, com eleições gerais. Está na nossa mão decidir quem poderá ocupar cadeiras importantes no governo do país.
Para isso, precisamos listar prioridades (as nossas) e propostas (de candidatas e candidatos) que sejam mais do que promessas. Devem ser um compromisso, caso sejam eleitas(os).
A minha rua e a minha cidade devem ser pavimentadas, com coleta contínua e seletiva de lixo; varrição diária ou, ao menos, frequente; iluminação impecável; ordenamento de trânsito; e calçadas bem cuidadas. Prédios, casas e chácaras precisam contar com esgotamento sanitário e IPTUs justos.
Por falar em impostos, essas taxas que pesam no orçamento da maioria das famílias, mensal ou anualmente, têm de ser revertidas em serviços públicos básicos e essenciais, como educação de qualidade (e, de preferência, em tempo integral, com bom currículo, bons professores e refeições ao longo da jornada escolar), saúde (com menos filas para exames, consultas, cirurgias e atendimento de emergência) e segurança.
Sentir-se seguro ao sair de casa, aliás, não é só essencial: é uma questão de sobrevivência. Precisamos ir e precisamos voltar. Avenidas policiadas, crimes solucionados e trabalho de prevenção é uma obrigação do Estado. Não é favor. Do mesmo modo, é necessário que o transporte público seja eficiente. Nós, que pegamos ônibus e metrô, não temos tempo para esperas intermináveis e não merecemos lotação ou terminais desconfortáveis ou sujos enquanto políticos investidos no cargo andam de frota oficial nova e com ar-condicionado.
Quem vai cuidar de tudo isso, em suas diversas esferas? Aquela ou aquele que ajudaremos, justamente, a eleger. A exatos 10 dias das eleições, é também nossa obrigação listar as qualidades que gostaríamos de ver naqueles que se inscreveram para disputar funções tão importantes. Veja: a vida deles não estará ganha porque passarão a receber salários acima da média do brasileiro dito comum pelos próximos quatro anos. Eleitores têm a obrigação de cobrar que aquele plano de governo seja executado o máximo possível.
Não devemos abandonar a tarefa após sair da cabine de votação. Se estiver ruim onde você mora, meta a boca no trombone. Proteste, brigue, alerte. Acompanhe que os mandatos, longe de serem vidas ganhas, sejam de trabalho duro, honesto e comprometido com a qualidade de vida que todo cidadão merece usufruir. Pense bem, e escolha melhor ainda.
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