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Abelha Rainha

A entrevista recente de Maria Bethânia permitiu que os espectadores tomassem conhecimento de diversos aspectos da trajetória de uma das maiores intérpretes da MPB

Maria Bethânia: convidada especial da celebração -  (crédito: Divulgação)
Maria Bethânia: convidada especial da celebração - (crédito: Divulgação)

Maria Bethânia foi a atração da última sexta-feira do Sem Censura, um dos programas de maior audiência da TV Brasil. A entrevista permitiu que os espectadores tomassem conhecimento de diversos aspectos da trajetória de uma das maiores intérpretes da Música Popular Brasileira.

A cantora nascida em Santo Amaro da Purificação, cidade localizada no Recôncavo Baiano, exibindo ótima  memória, não fugiu de nenhum dos questionamentos relacionados à sua carreira artística, iniciada em Salvador.

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Dali, aos 18 anos, em 1964, acompanhada pelo irmão Caetano Veloso, se transferiu para o Rio de Janeiro, onde substituiu Nara Leão no show Opinião, que obteve ótima repercussão. O local da apresentação, que não existe mais, ficava no andar do primeiro shopping da chamada Cidade Maravilhosa, em Copacabana.

Só vim apreciar uma performance de Bethânia em 1970, quando ela e o ator Ítalo Rossi apresentaram o espetáculo Brasileiro, profissão esperança na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, aqui em Brasília. Um ano depois, fui aplaudí-la no Teatro da Praia, em Copacabana, no show Rosa dos Ventos, no extinto Teatro da Praia.

Dali em diante, estive na plateia da Abelha Rainha em várias apresentações, inclusive a de 2025, no Vivo Rio, ao lado do Museu de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, com o qual celebrou 60 anos de carreira. Mas foi em disco que a ouvi por último.

Deleitei-me ao colocar no aparelho de som que mantenho no quarto o álbum histórico Maria Bethânia:  Recital na Boite Barroco — Ao Vivo, de 1968, que faz parte da minha coleção de CD, no qual foram registrados clássicos da MPB, compostos por autores diversos.

Estão lá, por exemplo Baby (Caetano Veloso), Camisa listrada (Noel Rosa), Carinhoso (Pixinguinha), Café Society (Miguel Gustavo), Marina (Dorival Caymmi) e Último desejo (Noel Rosa).

Gostaria muito de ter voltado a ouvi-la na manifestação democrática pela reeleição do presidente Lula que ocorreu, no domingo, na Fundição Progresso, espaço cultural do bairro da Lapa, na região central do Rio de Janeiro. No encontro que reuniu alguns dos maiores nomes da MPB, ela se juntou a Chico Buarque, Gilberto Gil, Ivan  Lins, Djavan, Geraldo Azevedo, Marisa Monte, Daniela Mercury, Fernanda Abreu, Marina Sena, entre outros, sob a coordenação de Caetano Veloso. Eles se apresentaram para uma multidão, que os aplaudiu freneticamente.

 

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postado em 20/10/2026 05:00
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