POLÍCIA FEDERAL

Eduardo Bolsonaro depõe no inquérito dos atos antidemocráticos

O depoimento durou cerca de seis horas e ocorreu no gabinete do parlamentar, em Brasília

Renato Souza Sarah Teófilo
postado em 22/09/2020 22:24 / atualizado em 22/09/2020 22:54
 (crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
(crédito: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) prestou depoimento nesta terça-feira (22/9) à Polícia Federal no âmbito do inquérito que apura atos antidemocráticos. A oitiva durou cerca de seis horas e ocorreu no gabinete do parlamentar, na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Eduardo Bolsonaro não é investigado, tendo sido ouvido na condição de testemunha por uma delegada e um policial.

O filho do presidente Jair Bolsonaro foi questionado sobre o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que é investigado no inquérito. Allan já sofreu busca e apreensão no âmbito da investigação. O parlamentar também foi questionado sobre redes sociais. Depois de ser ouvido, ele permaneceu despachando no gabinete, e por volta das 20 horas deixou o local.

Além de Eduardo Bolsonaro, o irmão dele, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), já foi ouvido no inquérito. Em seu depoimento, o vereador negou que tenha relação com os atos contra a democracia

O inquérito foi aberto em abril, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido do procurador-geral da República (PGR), Augusto Aras. A investigação apura o financiamento e organização de atos antidemocráticos.

O estopim, que gerou pedido de Aras, foi uma manifestação no dia 19 de abril, dia do Exército, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro em Brasília. Foram vistos cartazes pedindo o fechamento do STF e por um novo ato institucional número 5 (AI-5), considerado um dos atos mais duros da Ditadura Militar.

Em junho, Moraes determinou a quebra de sigilo de 10 deputados federais e um senador bolsonaristas no âmbito do inquérito, a partir de um pedido da PGR. Parlamentares também foram alvo de busca e apreensão.

Naquele mês, em pedido de cautelares, a procuradoria-geral ressaltou a relação entre deputados e as manifestações, e falou ainda que sites e youtubers bolsonaristas lucram com a divulgação de conteúdo relativo aos protestos, sendo que transmissões ao vivo com a participação do presidente Jair Bolsonaro são especialmente lucrativas.

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