GOVERNO

Reprovação a Bolsonaro cai e maioria quer prorrogação do auxílio emergencial

Segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 31% consideram o governo de Jair Bolsonaro ruim ou péssimo. Em setembro, eram 36%

Correio Braziliense
postado em 15/10/2020 18:15 / atualizado em 15/10/2020 18:20
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

Pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta quinta-feira (15/10) mostra que, no último mês, diminuiu a reprovação ao governo Jair Bolsonaro. Enquanto, em setembro, o mesmo levantamento mostrava que 36% consideravam a administração do presidente ruim ou péssima, em outubro esse índice é de 31%. A variação para baixo é maior que a margem de erro do levantamento, de 3,2 pontos percentuais.

O percentual das pessoas que consideram o governo bom ou ótimo manteve-se nos mesmos 39% registrados em setembro. Já os que consideram o governo Bolsonaro regular variaram de 28% para 31%. Dois por cento dos mil entrevistados não souberam responder. O mesmo levantamento apontou que, se as eleições fossem hoje, Bolsonaro venceria quase todos os adversários, sendo ameaçado apenas pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro.

Pandemia e auxílio

A aprovação do presidente passa por movimento semelhante de melhora quando a questão é restrita à atuação para enfrentar o coronavírus, embora com números menos favoráveis. Hoje são 47% os que a veem como ruim ou péssima (11 pontos a menos que em maio), contra 30% que a veem como boa ou ótima (10 pontos a mais que há cinco meses).

Os entrevistados foram questionados também sobre o auxílio emergencial pago pelo governo. Para 68% da população, o governo deveria manter o benefício nos primeiros meses de 2021, caso não tenha conseguido implementar um novo programa de transferência de renda — o número vai a 73% entre os que recebem o auxílio, e atinge 65% entre quem não têm o benefício hoje. E, entre quem recebe hoje o auxílio, apenas 22% disseram ter a crença de que serão contemplados pelo novo programa de transferência de renda.

Sobre a pandemia, 64% dos entrevistados avaliam que o pior já passou (4 pontos a mais que em setembro), e 30% estimam que o pior está por vir (2 pontos a menos que no mês passado). A maioria da população (53%) espera que haja vacina disponível no primeiro semestre de 2021.

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