Senado Federal

Conselho de Ética pedirá volta dos trabalhos para analisar caso Chico Rodrigues

Senador Jayme Campos afirma que decisão para retomada do Conselho cabe ao presidente do Senado, e joga responsabilidade pelo pedido aos líderes

Sarah Teófilo
postado em 20/10/2020 14:41 / atualizado em 20/10/2020 15:44
 (crédito: Edilson Rodrigues)
(crédito: Edilson Rodrigues)

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Jayme Campos (DEM-MT), disse ao Correio que se reunirá com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP) nesta terça-feira (20/10), e que pode pedir a ele o retorno dos trabalhos do Conselho para analisar o caso do senador Chico Rodrigues (DEM-RR). 

Como presidente do Conselho, Jayme pode pedir ao presidente a revogação da resolução da mesa diretora que suspendeu os trabalho devido à pandemia do novo coronavírus - e ele tem sido pressionado para retomar o conselho. Questionado pela reportagem, então, se faria o pedido, respondeu afirmativamente.

“Posso até oficializar para que passe na mesa diretora essa possibilidade (de retorno dos trabalhos) excepcionalmente, mesmo diante da resolução, para superar esse momento aqui, porque a denúncia é grave, e então retomamos o rito estabelecido no regimento interno”, afirmou. 

O senador disse à reportagem que cabe a Alcolumbre a decisão de retomar os trabalhos do grupo. Os dois integram a mesma legenda do senador pego com R$ 33,1 mil na cueca em operação da Polícia Federal na semana passada.

Jayme Campos também jogou, no entanto, a responsabilidade pelo pedido de retorno do conselho aos líderes. “É a liderança que define a pauta, que estabelece as prioridades”, disse. O senador Chico Rodrigues pediu afastamento do cargo nesta terça-feira (20) pelo prazo de 90 dias, e depois estendeu para 121 dias.

Ordem

O senador já havia dito que seguiria a ordem cronológica de análise das representações que estão no Conselho de Ética, o que deixaria o caso de Chico por último. Questionado novamente sobre a ordem de análise, o parlamentar disse que poderia passar o caso de senador na frente na “fila”.

Para isso, no entanto, ele diz que poderá fazer uma votação entre os membros do Conselho para definir a ordem de análise - se será cronológica, ou se o caso de Chico será analisado antes. “Existe senador processado desde abril, maio. Acho que tem casos mais urgentes”, afirmou. O relator do caso, segundo ele, deve ser escolhido por sorteio.

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