POLÊMICA

Resposta da China a Eduardo foi "diplomaticamente" errada, diz Mourão

O vice-presidente defendeu que embaixada deveria ter se manifestado via Itamaraty e não por meio das redes sociais, "porque aí vira um carnaval esse negócio"

Ingrid Soares
postado em 27/11/2020 12:27
 (crédito: Evaristo Sá/AFP)
(crédito: Evaristo Sá/AFP)

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na manhã desta sexta-feira (27/11) que considera “diplomaticamente” errada a resposta dada pela embaixada da China ao deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). O general defendeu que a representação diplomática deveria ter se manifestado via Itamaraty e não por meio das redes sociais, "porque aí vira um carnaval esse negócio".

“Eu acho que, diplomaticamente, está errado isso aí. É a segunda vez que o embaixador chinês reage dessa forma. Dentro das convenções da diplomacia, o camarada se sentindo incomodado com qualquer coisa que tenha ocorrido no país, ou ele escreve uma carta para o ministro de Relações Exteriores, ou ele vai ao Itamaraty e apresenta suas ponderações. E não via rede social, porque aí vira um carnaval esse negócio", apontou.

No início da semana, o filho "03" do presidente Jair Bolsonaro, detonou uma crise com o gigante asiático e principal parceiro comercial do país ao acusá-lo de espionagem via 5G. A embaixada chinesa publicou uma dura nota criticando o parlamentar e dizendo que as personalidades brasileiras devem "deixar de seguir a retórica da extrema direita norte-americana, cessar as desinformações e calúnias sobre a China e evitar ir longe demais no caminho equivocado".

Perguntado por jornalistas se Eduardo teria recebido alguma orientação para "amenizar" as críticas, Mourão disse achar que o deputado recebeu "alguma recomendação" nesse sentido, pois no mesmo dia apagou a publicação. 

"Quando o deputado postou e depois apagou, acho que ele deve ter recebido alguma recomendação para tirar aquilo", emendou.

Ainda ontem, o general minimizou a crise e disse que a parceria entre Brasil e China oferece “bases sólidas para expandir e diversificar” as relações econômicas entre os dois países


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