JUDICIÁRIO

Aras oficializa prorrogação das equipes da Lava-Jato no Rio e Curitiba

Com decisão, grupo montado em Curitiba será mantido até o fim da gestão do atual chefe do Ministério Público

Renato Souza
postado em 07/12/2020 17:10 / atualizado em 07/12/2020 17:16

O procurador-geral da República, Augusto Aras, assinou portarias que prorrogam as equipes das forças-tarefas da Lava-Jato em Curitiba e no Rio de Janeiro. Na capital paranaense, ocorreu reforço na operação, que se mantém até outubro de 2021, pelo menos. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) passa a auxiliar o trabalho, elevando para 19 o total de membros do Ministério Público Federal (MPF) destacados para as investigações relacionadas a Petrobras e suas subsidiárias.

O Gaeco de Curitiba foi criado há quatro meses e as portarias serão publicadas nesta terça-feira (8/12) no Diário Oficial da União (DOU). De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), também ocorreram reforços no Pará. "O trabalho de combate ao crime organizado, sobretudo à corrupção, também será reforçado no Pará, com a criação de um novo Gaeco, que contará com seis integrantes.

"Nos três estados, as medidas resultam de diálogos entre a administração superior, os procuradores naturais dos casos e as chefias das respectivas unidades do MPF", informou a instituição, em nota.

No Rio de Janeiro, atualmente, integram a equipe da Lava-Jato dez procuradores da República e um procurador regional. Eles estão sob a liderança de Eduardo El Hage, titular do 8º Ofício Criminal, e estão autorizados a permanecer na equipe até 31 de janeiro do próximo ano.

Manutenção

A prorrogação dos grupos faz com que a equipe do Paraná seja mantida até o fim da gestão de Aras à frente do Ministério Público. Caberá então ao novo procurador-geral, ou ao próprio Aras, se for mantido no cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, a manutenção do grupo.

No entanto, fontes ligadas ao Planalto afirmam que embora Aras tenha agradado o chefe do Executivo, existe a possibilidade de que ele não seja mantido no cargo. Alguns atos desagradaram o poder Executivo. Mas a decisão ainda não está tomada pelo presidente.

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