COVID-19

Bolsonaro sobre vacina: 'Se tiver efeito colateral, não vão cobrar de mim'

O mandatário completou que divulgará futuramente as cláusulas do contrato e que aqueles que receberem o imunizante, estarão cientes dos riscos e por conta própria.

O presidente Jair Bolsonaro alegou na noite desta quarta-feira (02/12) que, caso após a aplicação das vacinas contra a covid-19 a população apresentar algum efeito colateral, não poderá cobrá-lo. A declaração foi feita a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada.

“Vamos supor que em uma das cláusulas da vacina que eu vou comprar, vamos dizer que, lá no meio, está escrito o seguinte: "Nos desobrigamos de qualquer ressarcimento, de qualquer responsabilidade com possíveis efeitos colaterais imediatos ou futuros. E daí, vocês vão tomar a vacina?”, questionou aos bolsonaristas.

O mandatário completou que divulgará futuramente as cláusulas do contrato e que aqueles que receberem o imunizante, estarão cientes dos riscos e por conta própria.

“Eu vou mostrar todo o contrato para vocês. Quem tomar vai saber o que está tomando e as consequências. Se tiver um problema, um efeito colateral qualquer, já sabe que não vão cobrar de mim porque eu vou ser bem claro”, concluiu.

Quatro fases

O Ministério da Saúde informou ontem que a campanha de vacinação contra o novo coronavírus será dividida em quatro fases. Em um primeiro momento, ainda sem data definida, serão vacinados os idosos a partir dos 75 anos, pessoas com mais de 60 anos e que vivem em asilos ou instituições psiquiátricas, profissionais da saúde e indígenas.

Em um segundo momento, entram pessoas de 60 a 74 anos. A terceira fase prevê a imunização de pessoas com comorbidades que apresentam maior chance para agravamento da doença (como portadores de doenças renais crônicas e cardiovasculares).

Já a quarta e última deve abranger professores, forças de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade.