COVID-19

Lewandowski manda Pazuello comprovar estoques de seringas e agulhas

Caso o governo federal e os estados não tenham insumos suficientes para vacinação contra o novo coronavírus, plano de compra deve ser apresentado

Renato Souza
postado em 07/01/2021 17:43 / atualizado em 07/01/2021 17:45
 (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press              )
(crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press )

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (7/1) que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, comprove, em até cinco dias, que a União e os estados têm estoque suficiente de seringas e agulhas para iniciar a campanha de vacinação contra a covid-19. O magistrado atendeu um pedido da Rede Sustentabilidade.

Caso não existam insumos suficientes para vacinar os grupos prioritários, que envolvem 109 milhões de pessoas, o Ministério da Saúde deve apresentar um plano de compra em 48 horas. Na peça, a Rede afirma que o governo está dificultando a vacinação da sociedade. "O fato é que o governo federal, além de não ter iniciado a vacinação, está lançando obstáculos ao adequado emprego das vacinas que devem ser adquiridas. Esses obstáculos se materializam na possível ausência de insumos como seringas e agulhas", alega o partido.

De acordo com a decisão do ministro, as informações que serão enviadas à Corte sobre o material em estoque devem levar em consideração não só a pandemia de covid-19, mas também a necessidade de manter a vacinação permanente contras outras doenças. "Assim, tendo em conta o acima requerido, intime-se o Senhor Ministro de Estado da Saúde para que, no prazo de 5 (cinco) dias, preste informações".

O presidente Jair Bolsonaro anunciou que a compra de seringas e agulhas está suspensa até que "os preços voltem ao normal". O chefe do Executivo alega que as empresas subiram o custo dos produtos em razão da procura do governo. Por meio das redes sociais, o presidente afirmou que estados e o governo federal têm estoque suficiente para iniciar a imunização contra o novo coronavirus, mas não apresentou provas de tais afirmações.

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