GUERRA DAS VACINAS

Mourão diz que briga entre Bolsonaro e Doria é "tudo politicagem"

General ressaltou ainda que a Anvisa fez um "excelente" trabalho e pediu que a população continue seguindo o protocolo de higiene após a vacinação

Ingrid Soares
postado em 18/01/2021 11:21 / atualizado em 18/01/2021 11:22
 (crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na manhã desta segunda-feira (18/1) que a briga entre o presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Doria, em torno das vacinas contra a covid-19 é “tudo politicagem”. Ele não quis entrar em maiores detalhes sobre o assunto. no domingo (17), se antecipando ao plano nacional de imunização, o tucano iniciou a vacinação em São Paulo em um evento simbólico e saiu na frente do mandatário em meio à guerra de imunizantes.

“Eu não vou entrar nesse detalhe. Isso aí tudo é politicagem. Eu não entro na politicagem. O meu caso aqui, você sabe que eu lido com as coisas de forma objetiva. Isso aí eu deixo de lado”, disse esta manhã a jornalistas no Palácio do Planalto.

O general defendeu ainda que as doses da vacina sejam aplicadas na população o mais rápido possível. "Ah, é lógico. Estão sendo distribuídas as vacinas hoje. A ideia é que, a partir de quarta-feira (20), diferentes estados comecem a vacinar. É óbvio que este primeiro lote, ele vai permitir 15%, 20% daquele grupo 1, mas a partir daí começam a chegar aqueles outros lotes. Eu julgo, aí, pelos cálculos que estão sendo feitos, que em abril a gente entra em um outro modo contínuo de vacinação e, consequentemente, né, numa situação melhor para o Brasil como um todo", apontou.

Anvisa

O vice-presidente ressaltou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fez um "excelente" trabalho ao aprovar o uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford.

"Gente, há 3 meses, vocês são testemunhas. O que que eu falei? Que nós íamos ter vacina, que a vacina seria aprovada, a Anvisa fez um excelente trabalho. Tem duas vacinas aprovadas, tem vacina contratada para até o final do ano vacinar 70% da população brasileira. Consequentemente, a gente chegaria numa situação, ao fim deste ano, com liberdade de manobra em relação a esta pandemia."

Por fim, ele pediu que a população continue seguindo o protocolo de higiene após a vacinação. "Faço minhas as palavras do Almirante Barra Torres [presidente da Anvisa], ontem, quando ele disse que não é porque a pessoa tomou a vacina hoje que amanhã pode estar na rua, aí, sem as medidas de proteção. O próprio ministro [Eduardo] Pazuello falou isso na semana passada, leva um tempo para a vacina fazer seus efeitos, e consequentemente é seguir dentro das regras que foram estabelecidas, os diferentes grupos", destacou, emendando que o próximo passo do governo é melhorar a economia do Brasil.

"E o principal, que vem depois, é a gente resolver a situação econômica do país, de modo que a gente consiga retomar uma situação melhor de emprego para o nosso povo. E o país entre num ciclo de crescimento. É isso que a gente tá esperando", concluiu.

 

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