PANDEMIA

PCdoB apresenta notícia-crime contra Bolsonaro e Pazuello no Supremo

Parlamentares da sigla acusam o presidente e o ministro da Saúde de saberem com antecedência da falta de oxigênio em Manaus e não agirem para evitar mortes

Renato Souza
postado em 21/01/2021 19:59 / atualizado em 21/01/2021 20:00
 (crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press)
(crédito: Breno Fortes/CB/D.A Press)

Deputados do PCdoB apresentaram, nesta quinta-feira (21/1), uma notícia-crime contra o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, no Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares, como Orlando Silva e Jandira Feghali, acusam ambos de atuarem pelo agravamento da crise gerada pela pandemia de coronavírus no Amazonas.

De acordo com a peça protocolada no Supremo, o governo federal sabia com antecedência que faltaria oxigênio nos hospitais de Manaus, mas não atuou para evitar mortes. Os parlamentares afirmam também que o ministro Pazuello, assim como Bolsonaro, recomendaram o uso de medicamentos sem eficácia contra a covid-19, o que agravou a situação.

A peça enviada ao Supremo lembra que Pazuello falou em Manaus sobre um "kit covid", composto por remédios que não tem eficácia científica comprovada contra o novo coronavírus. "Na visita a capital do Estado do Amazonas, o Ministro da Saúde montou e financiou uma força tarefa de médicos que defendem o “tratamento precoce”, diz um trecho da acusação.

Os parlamentares lembram na ação que o Correio revelou que, nos dias anteriores ao caos provocado pela falta de oxigênio em Manaus, a equipe da Força Nacional do Sistema Única de Saúde alertou o Ministério da Saúde que o colapso na rede da capital amazonense era iminente.

Documentos dos dias 8, 9, 11, 12 e 13 de janeiro detalharam a situação nos hospitais e até apresentaram uma previsão exata de quando o sistema entraria em convulsão. O texto também cita outras reportagens, como do jornal Folha de S. Paulo, sobre as recomendações de Pazuello para que moradores de Manaus tomassem remédios sem eficácia para frear a pandemia.

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