ATO POLÍTICO

Ao Exercito, Pazuello nega transgressão e diz que estava acompanhado de Bolsonaro

Comandante da Força, general Paulo Sérgio terá oito dias para decidir se aplica ou não punição ao subordinado

Renato Souza
postado em 27/05/2021 18:13
 (crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)
(crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Em documento enviado ao Comando do Exército nesta quinta-feira (27/5), o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, negou ter cometido transgressão disciplinar ao participar de ato político no Rio de Janeiro, no último domingo (23). Ele afirma que agiu de acordo com a "honra pessoal", e cita o artigo 06 do Regimento Disciplinar do Exército.

Neste trecho, o código deontológico prevê que a aplicação do regimento da corporação deve ser aplicado levando em consideração a "honra pessoal: sentimento de dignidade própria, como o apreço e o respeito de que é objeto ou se torna merecedor o militar, perante seus superiores, pares e subordinados”.

Pazuello alega que estava no evento com o presidente Jair Bolsonaro, chefe supremo das Forças Armadas. O regimento proíbe que militares das Forças Armadas participem de ato político. No evento em que Pazuello frequentou, estavam reunidos motociclistas e militantes que apoiam o presidente.

O general chegou a subir no trio elétrico e discursar brevemente para a multidão. A decisão final sobre punição ou não é do comandante da Força, general Paulo Sérgio. A penitência pode ir de uma advertência, repreensão, até prisão. 

Paulo Sérgio está na Amazônia e, de acordo com fontes militares, tem até oito dias para decidir sobre o caso de Pazuello. Ele se encontrou com Bolsonaro em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas. A tendência é de que a punição seja branda — para evitar atritos com o presidente — que promete suspender qualquer penalidade, o que pode gerar uma crise sem precedentes entre a caserna e o governo federal.

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