Eleições 2022

PSDB aprova modelo de prévias para escolher candidato à Presidência

Modelo prevê a criação de quatro grupos para a votação dos candidatos à Presidências nas prévias marcadas para novembro deste ano, mas a proporcionalidade dos votos ainda pode mudar

Israel Medeiros
postado em 08/06/2021 16:26 / atualizado em 08/06/2021 17:29
 (crédito: Foto: Geore Gianni/ObritoNews     )
(crédito: Foto: Geore Gianni/ObritoNews )

A Comissão das Prévias do PSDB aprovou, em reunião nesta terça-feira (8/6), por unanimidade, o modelo de prévias para escolher o candidato à Presidência da República pelo partido nas eleições de 2022. As primárias do partido estão previstas para o dia 21 de novembro deste ano. A Executiva Nacional se reúne na próxima terça-feira (15), para decidir sobre mudanças propostas ao modelo.

O modelo indireto de votação aprovado ainda pode sofrer alterações no peso dos grupos votantes nas prévias. Aliados do governador de São Paulo, João Doria, no diretório paulista do partido, apresentaram um destaque que prevê que os filiados tenham peso de 50% dos votos. Os mandatários também teriam peso de 50%.

Esse modelo seria benéfico a Doria, que é pré-candidato à Presidência da República, já que São Paulo é o estado com maior número de filiados ao partido — são 22% do total nacional de 1,36 milhão. O estado também tem a maior porcentagem de prefeitos e deputados.

A proposta aprovada prevê a realização das primárias a partir de quatro grupos distintos, cada um deles com peso de 25% no total de votos. O primeiro grupo será formado por filiados ao partido; o segundo, pelas autoridades do Poder Executivo nos municípios, prefeitos e vice-prefeitos; e o terceiro grupo será formado por aqueles eleitos no sistema proporcional de voto dentro dos estados: vereadores, deputados estaduais e distritais.

Já o quarto grupo engloba os nomes mais influentes do partido. São eles os governadores e vice-governadores, o atual e os ex-presidentes da Comissão Executiva Nacional e senadores da República e deputados federais.

Segundo o PSDB, tendo em vista o atual modelo da proporcionalidade na Câmara e no Senado, os estados com maior número de representantes no Congresso terão maior peso nas prévias. “Inclusive, levando-se em consideração que os fundos eleitoral e partidário, além do tempo de rádio e televisão, são constituídos a partir do número de deputados federais, eleitos pelo partido no último pleito, é justo que os deputados federais recebam tratamento compatível com sua importância”, diz um trecho do texto da Comissão das Prévias.

Segundo o partido, a presença dos governadores neste último grupo “contempla, a partir da avaliação de quem comanda grandes estruturas administrativas, a complexidade pertinente à gestão da administração pública”. Assim, o processo “valorizará os governadores do PSDB e dará destaque a atributos importantes para o exercício da presidência”.

Destaques

Outro destaque foi apresentado, ainda, pelo diretório de Minas Gerais. Ele prevê que o modelo de divisão dos votantes do partido em quatro grupos seja mantido, mas prevê que as executivas estaduais façam parte do grupo de prefeitos e vice-prefeitos, o grupo 2.

Além de Doria, outros nomes cotados para a disputa à Presidência pelo partido são Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul; e o do senador cearense Tasso Jereissati, que compõe a CPI da Covid no Senado Federal. 

Calendário

A Executiva Nacional volta a se reunir na próxima terça-feira (15) para tratar das prévias. No calendário proposto, os candidatos terão até o dia 20 de setembro deste ano para se inscrever nas prévias. Os debates deverão ser iniciados no dia 18 de outubro. As prévias serão realizadas no dia 21 de novembro. Em caso de eventual segundo turno, a segunda votação ocorrerá uma semana depois, no dia 28 de novembro.

Comissão

A Comissão das Prévias do PSDB é formada pelo coordenador José Aníbal; Cinthia Ribeiro, prefeita de Palmas (TO); Izalci Lucas, senador pelo Distrito Federal; os deputados federais Lucas Redecker (RS) e Pedro Vilela (AL); Marco Vinholi, presidente do PSDB de São Paulo; e Marcus Pestana, ex-deputado federal pelo partido.

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