EX-MINISTRO

Osmar Terra vai depor na CPI da Covid na próxima terça-feira

Senadores aprovaram inicialmente a convocação de Terra, mas a converteram em convite, após pedido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Como convidado, o parlamentar pode decidir não comparecer ou deixar a reunião a qualquer momento

Correio Braziliense
postado em 19/06/2021 06:00
Osmar Terra no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) durante a transição do governo Bolsonaro -  (crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)
Osmar Terra no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) durante a transição do governo Bolsonaro - (crédito: Wilson Dias/Agência Brasil)

A CPI da Covid marcou para a próxima semana os depoimentos do ex-ministro da Cidadania e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e do assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins. Os dois são suspeitos de integrar o chamado gabinete paralelo, grupo que aconselhava o presidente Jair Bolsonaro sobre a covid-19. A oitiva do parlamentar está prevista para terça-feira, e a de Martins, para quinta.

Senadores aprovaram inicialmente a convocação de Terra, mas a converteram em convite, após pedido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Como convidado, o parlamentar pode decidir não comparecer ou deixar a reunião a qualquer momento. A oitiva dele, considerado o mentor intelectual do gabinete paralelo, atende a requerimentos dos senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE), Humberto Costa (PT-PE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues afirmou que o colegiado já tem algumas certezas, entre as quais da existência desse gabinete paralelo. “‘Ministro’ desse gabinete estará aqui na terça-feira”, frisou.

Além disso, senadores destacam que o deputado, próximo ao presidente, fez manifestações públicas minimizando os impactos da covid-19 e defendeu medidas como “imunização de rebanho” como forma de enfrentamento da pandemia.

Reunião

Já Filipe Martins terá de explicar a participação em uma reunião com representantes da farmacêutica Pfizer. Em depoimento à CPI, o ex-CEO da empresa na América Latina Carlos Murillo revelou que representantes da companhia tiveram um encontro com o ex-secretário de Comunicação da Presidência da República Fabio Wanjgarten, do qual também participaram o vereador Carlos Bolsonaro e o próprio Martins. Segundo Humberto Costa e Rogério Carvalho, a participação do assessor nessa negociação reforça a tese da existência de um “ministério paralelo” ao Ministério da Saúde. Alessandro Vieira foi outro que assinou pedido para ouvir Martins. “Ele também é um dos integrantes do gabinete do ódio, das fake news. Os personagens se repetem. Causa-nos estranheza a participação do assessor na negociação de vacinas”, apontou Rodrigues. (Com Agência Senado)

Agenda da comissão

Depoimentos

Terça-feira
Osmar Terra, deputado federal e ex-ministro da Cidadania

Quarta-feira
Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos,
empresa investigada por intermediar a compra da Covaxin pelo governo federal

Quinta-feira
Filipe Martins, assessor internacional da Presidência da República

Sexta-feira
Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional e
representante do Movimento Alerta
Pedro Hallal, epidemiologista, pesquisador e professor da Universidade
Federal de Pelotas

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