STF

Bolsonaro após conversa com Fux: "Estamos perfeitamente alinhados"

"Nós, do Poder Executivo, não pretendemos sair dos limites. Essa basicamente foi a linha de conversação com o senhor Fux", relatou o presidente Jair Bolsonaro

Ingrid Soares
postado em 12/07/2021 19:39
 (crédito: Marcelo Ferreira)
(crédito: Marcelo Ferreira)

Após se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, na tarde desta segunda-feira (12/7), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os dois estão "perfeitamente alinhados". A conversa, a convite do magistrado, ocorreu após uma escalada de ataques ao ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em razão do voto impresso. 

"Até falei para ele sobre minhas atividades de manhã, que era rezar Pai Nosso, onde, no final, diz o 'Pai Nosso' que devemos perdoar nossa ofensas assim como a quem nos tenha ofendido. Basicamente foi essa a conversa, durou 20 minutos. E estamos perfeitamente alinhados e respeitosos para com a Constituição e cada um se policiará dentro do seu poder, no tocante aos limites. E nós, do Poder Executivo, não pretendemos sair dos limites. Essa basicamente foi a linha de conversação com o senhor Fux", relatou o mandatário.

Bolsonaro ainda negou que estivesse atacando os ministros e voltou a defender a aprovação do voto impresso. "Quem está atacando quem? Olha só, eu não ataquei os ministros. Vocês estão se equivocando. Eu ataquei um ministro aqui, que é normal, né. Pode acontecer. Eu estou tendo problema com um ministro. Ele está tendo um ativismo legislativo que não é concebível. A questão do voto impresso. Nada além disso", afirmou.

"Eu acredito que nós, ao apresentarmos e lutarmos por mais uma maneira de tornar as eleições mais transparentes, deveríamos ser dignos de aplauso por parte dele. Afinal de contas, ele não é uma pessoa qualquer. Além de ministro do STF, é presidente do TSE, e nós não conseguimos entender a posição dele e não dos 11 ministros no tocante a isso. Eu acredito, acredito não. A grande maioria da população quer um sistema de voto auditável. Me acusaram tanto de ser ditador. Estou querendo transparência", alegou.

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