TSE

11 partidos vão ao TSE e pedem que Bolsonaro explique ataques contra a urna eletrônica

Assinam o pedido o PT, Solidariedade, MDB, PDT, PSDB, PSOL, REDE, Cidadania, PV, PSTU e PCdoB. As siglas pedem que sejam prestadas explicações sobre as acusações de fraude e apresentados documentos e provas.

Ingrid Soares
postado em 31/07/2021 15:32 / atualizado em 31/07/2021 15:35
 (crédito: Reprodução/Youtube)
(crédito: Reprodução/Youtube)

Após o ataque mais fervoroso do presidente Jair Bolsonaro contra o sistema eleitoral, 11 partidos protocolaram uma requisição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (31/07), cobrando que o mandatário preste esclarecimentos e provas sobre as acusações de supostas fraudes declaradas durante a live da última quinta-feira (29). O documento foi enviado ao corregedor-geral eleitoral do Tribunal, o ministro Luís Felipe Salomão. Assinam o pedido o Partido dos Trabalhadores, Solidariedade, MDB, PDT, PSDB, PSOL, REDE, Cidadania, PV, PSTU e PCdoB.

"O conteúdo, conforme divulgado pelo presidente, seria a efetiva demonstração de inconsistências identificadas nas eleições de 2014 e 2018, que provariam que o processo eleitoral brasileiro não atende aos critérios de segurança esperados, sendo passível de fraudes, o que embasaria a sua tese de implementação voto impresso auditável. O que se observou, contudo, em um primeiro momento, foi um ato estritamente político, com críticas expressas a partidos de oposição, deputados e senadores que se manifestam de maneira contrária aos interesses do Presidente Jair Bolsonaro, seguido de inúmeras ofensas ao Presidente do Tribunal Superior Eleitoral, cuja atuação foi colocada sob suspeita por “estranhamente” convencer um grande número de pessoas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas”, diz um trecho do requerimento.

O documento pede que "sejam prestadas explicações sobre as acusações sobre fraude no sistema de votação eletrônica e apuração de votos propagadas durante a transmissão ao vivo promovida no dia 29/07/2021 e sejam apresentados documentos e supostas provas das ilações amplamente divulgadas na transmissão".

Por fim, aponta que a sequência do pronunciamento do chefe do Executivo "tinha como objetivo destacar os referidos indícios", mas se revelou uma "esdrúxula e vexatória exposição de vídeos amadores, sem qualquer menção a métodos de pesquisa e alguns, inclusive, originários de compartilhamentos em redes sociais. O ato configurou um verdadeiro constrangimento às Instituições Democráticas e ao Estado de Direito, reiteradamente atacados pelo presidente", destacaram as siglas.

Neste sábado, Bolsonaro voltou a dizer que não aceitará "fraude" nas eleições de 2022 caso não seja aprovado o projeto de voto impresso do governo. A declaração ocorreu após motociata na cidade de Presidente Prudente, em São Paulo.

No último dia 29, o presidente promoveu uma live na qual prometeu apresentar provas de que as eleições de 2018 foram fraudadas. Contudo, durante o evento, ele comentou que “não tem como se comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas”. Exibiu o que chamou de indícios com pouca comprovação de veracidade, e usou o espaço para levantar dúvidas sobre o atual sistema de votação brasileiro.

Ele foi rebatido pelo Tribunal Superior Eleitoral emitiu nota alertando que o chefe do Executivo propagou notícias falsas em sua live.

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