CPI da Covid

Marconny sobre relação com filho de Bolsonaro: 'Jair Renan é meu colega'

De acordo com Marconny Faria, em depoimento à CPI da COvid, ele ajudou o filho do presidente a montar sua empresa como 'influencer'

Ana Mendonça - Estado de Minas
postado em 15/09/2021 19:49 / atualizado em 15/09/2021 19:50
 (crédito: Marconny Ribeiro e Jair Renan (foto: Redes Sociais/Reprodução))
(crédito: Marconny Ribeiro e Jair Renan (foto: Redes Sociais/Reprodução))

O suposto lobista da Precisa Medicamentos, Marconny Ribeiro, afirmou à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, nesta quarta-feira (15/9), que mantém uma relação de “amizade” com o filho “04” do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Jair Renan Bolsonaro.

“Ele queria criar uma empresa de influencer, e aí eu só apresentei ele para um colega tributarista que poderia auxiliar na abertura dessa empresa”, afirmou.

De acordo com Marconny, ele também mantém amizade com a ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle. Ela foi convocada para depor na CPI.

Marconny conta que conheceu Jair Renan desde que ele se mudou para Brasília, há dois anos, e se aproximou dele por colegas em comum. Ele, inclusive, comemorou aniversário no camarote de ‘04’, no Estádio Mané Garrincha, em uma festa na capital federal.

“A ilegalidade não está na festa. A ilegalidade está no que se consegue nas festas, porque se elucida, com muita clareza, por que vale a pena contratar um Marconny. Porque o Marconny diz que não conhece o senador, o Marconny não é advogado, o Marconny não entende de contrato, não entende da administração pública. Mas o Marconny é um cara que vai para o churrasco com a advogada do presidente e que faz sua festa de aniversário no camarote do filho do presidente", afirmou o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).

O suposto lobista também confirmou aos senadores que o filho do presidente esteve “três ou quatro vezes” em seu apartamento.

O dia da CPI


O advogado Marconny Albernaz de Faria, suspeito de ser lobista da Precisa Medicamentos, depõe à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, nesta quarta-feira (15/9).

O vice-presidente da CPI, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento de convocação, ressalta que a comissão busca investigar a possível existência de um mercado interno no Ministério da Saúde que busca facilitar compras públicas e beneficiar empresas, assim como o poder de influência da empresa Precisa Medicamentos antes da negociação da vacina indiana Covaxin.

Em mensagens trocadas com Marconny obtidas pela comissão, o ex-secretário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), José Ricardo Santana, menciona que conheceu o suposto lobista da Precisa na casa de Karina Kufa, advogada do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Os parlamentares também apontam que os dois teriam conversado sobre processo de contratação de 12 milhões de testes de COVID-19 entre o Ministério da Saúde e a Precisa. Uma das mensagens trocadas aponta que “um senador” poderia ajudar a “desatar o nó” do processo.

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