CPI DA COVID

Renan diz que vai encaminhar questionário a Queiroga e Paulo Guedes

Relator afirma que CPI não vai poder ouvir a dupla, mas revela que comissão deve aprovar questionário para encaminhar aos ministros ainda nesta terça-feira (5/10)

Raphael Felice
postado em 05/10/2021 11:11 / atualizado em 05/10/2021 11:24
 (crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
(crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Em coletiva antes de entrar na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga ações, omissões e eventuais crimes do governo e outros atores durante a pandemia da covid-19, o relator da CPI, Renan Calheiros, informou aos jornalistas que o colegiado deve produzir questionários e enviá-los aos ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Economia, Paulo Guedes.

"Não vamos poder ouvir mais o Queiroga e o Paulo Guedes,mas temos muitas coisas para perguntar para eles. O ideal é que nós aprovemos questionários e esses questionários sejam enviados ainda hoje para que nós tenhamos as respostas até o fim da semana." Questionado sobre a possibilidade dos integrantes do governo não responderem ao interrogatório por escrito, Renan respondeu: "Você acha que essa gente vai deixar de responder à Comissão Parlamentar de Inquérito? Eles vão ter que responder", bradou.

 

O ministro da Saúde depôs à CPI em duas outras oportunidades. Já Paulo Guedes, entrou na mira da comissão após o depoimento da advogada de ex-médicos da Prevent Senior, Bruna Morato. Ela relatou envolvimento do Ministério da Economia em pacto feito entre o gabinete paralelo para que a operadora pudesse fazer experimentos com substância presentes no kit covid, usado para os “tratamentos” precoce ou preventivo, que não possuem eficácia contra o coronavírus, segundo autoridades de Saúde.

“Quando a Bruna Morato esteve aqui ela fez questão de dizer que havia uma participação do Ministério da Fazenda [Economia] na concepção nos testes da Prevent Senior. Nós temos que aclarar essa situação também, saber de que modo foi essa participação, porque houve a interrupção do auxílio emergencial, o que agravou circunstancialmente a pandemia no brasil. Porque em alguns momentos o ministério da economia dificultou a concepção de medidas provisórias, para combater a pandemia, porque o ministro Paulo Guedes foi negacionista, deu declarações contrárias às vacinas”, explicou o relator Renan Calheiros alguns dos motivos enxergados por ele para a convocação do ministro da Economia.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

CONTINUE LENDO SOBRE