Vacinação

Bolsonaro volta a dizer que não se vacinará: "Deixa eu morrer, problema é meu"

Presidente falou ainda sobre o pedido da Pfizer para vacinar crianças de seis meses a cinco anos

Aline Brito
postado em 03/12/2021 19:33
 (crédito: Evaristo Sa/AFP/Getty Images) )
(crédito: Evaristo Sa/AFP/Getty Images) )

Nesta quinta-feira (2/12) o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar que não vai tomar a vacina contra a covid-19. Durante a live semanal do chefe do Executivo, ele repetiu que a vacinação é facultativa, que o governo não vai exigir passaporte vacinal e que não se responsabiliza pelos efeitos colaterais dos imunizantes.

Segundo Jair, muita gente quer a morte dele e ficam querendo que ele tome a vacina contra o coronavírus. “Muita gente, de esquerda em especial, querendo a minha morte. Se quer a minha morte, porque fica querendo exigir que eu tome a vacina? Deixa eu morrer, problema é meu”, afirmou durante a transmissão.

Bolsonaro, de 66 anos, poderia ter se vacinado desde abril no Distrito Federal, devido a faixa etária a qual pertence, mas recusou receber o imunizante. O presidente se recusa a vacinar por acreditar que as vacinas são experimentais e que, por ter sido infectado com o vírus em julho, estaria imune.

Crianças

Durante a live nas redes sociais, Bolsonaro também falou sobre o possível pedido da Pfizer para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberar as vacinas da farmacêutica para crianças de seis meses a cinco anos. “Não vou entrar em detalhes se a Anvisa deve aprovar ou não, até porque não tenho qualquer ação diante da Anvisa. A Anvisa é independente. Mas eu perguntaria para a Anvisa: isso continua na bula da Pfizer, por exemplo, ‘não nos responsabilizamos por qualquer efeito colateral’?”, indagou o presidente.

O governante afirmou ainda que a responsabilidade é dos pais. “Continua escrito lá, você que é pai, você que é mãe, ‘não nos responsabilizamos pelos efeitos colaterais’. É o teu filho. Nós compramos vacinas para todo mundo. Você nunca viu o governo federal obrigar alguém a tomar vacina”, pontuou. “ O filho é teu, você é pai, você é mãe, você é responsável”, concluiu.

A Anvisa ainda não recebeu pedidos formais da Pfizer para essa faixa etária. Mas a presidente da Pfizer no Brasil, Marta Díez, falou, na terça-feira, 30 de novembro, que pretende apresentar um pedido de autorização. A agência ainda analisa a solicitação feita pelo laboratório para imunizar crianças de 5 a 11 anos.

Entrada no STF

No próximo dia 16 o presidente deve participar da posse do novo ministro do STF, André Mendonça. Entretanto, para entrar na corte é necessário apresentar comprovante de vacinação ou teste PCR negativo para covid-19.

Uma resolução assinada pelo ministro Luiz Fux no final de outubro prevê que todos os frequentadores da Corte, tanto do público interno quanto do público externo, deverão apresentar certificado de vacinação. As pessoas não vacinadas deverão apresentar teste RT-PCR ou teste antígeno negativos para covid-19 feito 72h anteriores à visita. O uso de máscaras também continua obrigatório.

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