COVID-19

Bolsonaro sobre passaporte da vacina: "Coleira que querem colocar no povo"

Presidente voltou a defender a liberdade individual na escolha de tomar ou não a vacina contra a covid-19. Ministro Queiroga rejeitou obrigação de vacina apara viajantes nesta terça-feira (7/12) e anunciou quarentena para não vacinados

Ingrid Soares
postado em 07/12/2021 18:38 / atualizado em 07/12/2021 18:38
 (crédito: Reprodução / Tv Brasil)
(crédito: Reprodução / Tv Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro repetiu nesta terça-feira (7/12) críticas à adoção de um passaporte vacinal no país. Durante cerimônia de assinatura dos contratos do leilão no Palácio do Planalto, o chefe do Executivo comparou a medida a uma "coleira" e disse que "prefere morrer a perder a liberdade". Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar que o governo exija comprovante de vacinação para a entrada de viajantes no Brasil, o Ministério da Saúde federal indicou, hoje, que não exigirá o comprovante de imunização. O país solicitará aos turistas não vacinados, contudo, uma quarentena de cinco dias após a entrada no país.

"E a gente pergunta né: quem toma vacina pode contrair o vírus? Pode, e contrai. Pode transmitir? Sim, e transmite. Pode morrer? Sim, pode, como tem morrido muita gente, infelizmente. A gente pergunta: por que o passaporte vacinal? Por que essa coleira que querem colocar no povo brasileiro? Cadê a nossa liberdade? Eu prefiro morrer do que perder a minha liberdade", disse.

Bolsonaro ainda colocou em xeque a eficácia dos imunizantes contra a covid-19, já testadas e aprovadas. "Falam em vacinar crianças. Grande imprensa, chegue na bula da Pfizer: 'Não nos responsabilizamos por efeito colateral adverso'. Alguém compraria um carro em que o fabricante dissesse: "Olha, se soltar o eixo na Dutra e tiver um acidente, não tenho nada a ver com isso'. Alguém compraria um carro dessa maneira?", questionou.

Em seguida, o presidente emendou, porém, não ser contrário à vacina. "Não sou contra a vacina porque compramos mais de 600 milhões de doses. A nossa liberdade não tem preço. E diz o ditado que quem abre da sua liberdade por um pouquinho de segurança, acaba ficando sem liberdade e sem segurança. Vamos todos, já que tem muitas autoridades aqui, respeitar a liberdade individual. E outra, quem tomou vacina não precisa se preocupar com quem não tomou porque não vai ser contaminado. A liberdade acima de tudo", defendeu.

Mais cedo, Bolsonaro reclamou do passaporte vacinal e, em tom chateado, questionou: "De novo, porra?". "Estamos trabalhando agora com a Anvisa, que quer fechar o espaço aéreo. De novo, porra? De novo vai começar esse negócio? 'Ah, ômicron'. Vai ter um montão de vírus pela frente. Um montão de variante pela frente, talvez. Peço a Deus que esteja errado, mas nós temos que enfrentar".

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