"bônus de eficiência"

Governo cogita decreto para contemplar auditores da Receita Federal com bônus

Servidores estão em greve desde a última segunda-feira (27/12). Apenas no Porto de Santos o prejuízo é de R$ 125 milhões em arrecadação diária, segundo o Sindifisco

Taísa Medeiros
postado em 29/12/2021 18:21
 (crédito: Agência Brasil/Reprodução )
(crédito: Agência Brasil/Reprodução )

Com prejuízos em todo o país, paralisações ou atrasos nas atividades de fiscalização tributária e aduaneira, a greve dos auditores fiscais da Receita Federal entrou hoje no terceiro dia. Esse período já bastou para despertar no Governo Federal a necessidade de contemplar o pedido de reajuste salarial dos servidores. Segundo informações do jornal O Globo, o presidente Jair Bolsonaro (PL) cogita assinar um decreto para dar um bônus aos servidores da Receita Federal. A minuta do decreto já foi enviada à Casa Civil.

Uma das reivindicações da categoria é a regulamentação da bonificação por desempenho, o chamado "bônus de eficiência". Além disso, os auditores protestam contra os cortes no orçamento do próximo ano, que retiram recursos da área e impedem o reajuste salarial da categoria. Apenas no Porto de Santos, no estado de São Paulo, a greve deve causar perda diária de R$ 125 milhões em arrecadação.

A respeito do envio da minuta, o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil (Sindifisco) informou em nota que “o documento foi encaminhado à Casa Civil em 16 de setembro de 2021. Portanto, desde quando foi deflagrado o movimento, não houve nenhuma sinalização concreta por parte do governo”.

A categoria, que já vinha ventilando possibilidades de greve, deu início à paralisação depois que o governo anunciou que concederá reajuste salarial para servidores da segurança pública, como Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, deixando de fora os demais servidores. Logo após o anúncio do governo, 738 auditores da Receita entregaram cargos de chefia em protesto. Na última sexta-feira (24/12), Bolsonaro culpou o ministro da Economia, Paulo Guedes, pela decisão de não conceder o bônus aos servidores da Receita Federal.

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