AGENDA INTERNACIONAL

Bolsonaro viaja ao Suriname e à Guiana com foco em petróleo

Apesar das viagens na América do Sul, chefe do Executivo já afirmou que não comparecerá à posse do presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, no dia 11 de março, e de Xiomara Castro, de Honduras, no próximo dia 27

Ingrid Soares
postado em 19/01/2022 14:56 / atualizado em 19/01/2022 15:06
 (crédito: Alan Santos/PR)
(crédito: Alan Santos/PR)

Em sua primeira viagem ao exterior neste ano, o presidente Jair Bolsonaro (PL) desembarcará nesta quinta-feira (20/1) em Paramaribo, no Suriname. Já no dia 21, o chefe do Executivo viajará para Georgetown, na Guiana. O encontro ocorre a convite do presidente do Suriname, Chandrikapersad Santokhi, e do presidente da República Cooperativa da Guiana, Irfaan Ali, que o haviam convidado anteriormente à pandemia. O foco da viagem está na cooperação econômica diante das descobertas recentes de petróleo e gás na região. 

Segundo informou o Itamaraty, os líderes deverão tratar das agendas bilaterais, em áreas como comércio, investimentos, energia, infraestrutura, segurança, defesa, cooperação técnica e pautas regionais.

"A viagem presidencial ocorre no contexto do fortalecimento das relações bilaterais, em cenário de retomada do diálogo estratégico entre os governos e de perspectivas de maior desenvolvimento econômico e social no Suriname e na Guiana, impulsionado pelas descobertas recentes de petróleo e gás", apontou em nota.

A previsão é de que, em sua chegada, Bolsonaro almoce com ambos os chefes de Estado na capital surinamesa, ocasião em que discutirão projetos de interesse comum.

Em meio aos preparativos dos 52 integrantes do escalão precedente responsável por organizar a viagem de Bolsonaro aos dois locais, 10 foram diagnosticados com covid-19, segundo informou o colunista Lauro Jardim, do O Globo.

Na semana que vem, nos dias 26 e 27, o chefe do Executivo brasileiro terá mais um encontro na América do Sul, dessa vez  em Cartagena, na Colômbia, onde ocorrerá a Cúpula do Prosul e é esperado um discurso do presidente.

Já em fevereiro, o presidente brasileiro deve ir à Rússia para um encontro com o presidente Vladimir Putin, que está sob pressão dos Estados Unidos e da União Europeia. O ditador russo está a um passo de autorizar a invasão à Ucrânia.

"Não é apenas conhecer a Rússia. Nós vamos lá com uma equipe de peso nossa: Paulo Guedes [ministro da Economia], Braga Neto, [ministro] da Defesa, Tereza Cristina [ministra da Agricultura], entre outros, tratar de negócios para o Brasil. Ninguém gosta da gente porque nós somos bonzinhos, gostam porque têm interesse na gente e nós temos interesses neles também", disse Bolsonaro em um evento no Planalto no começo de dezembro.

Um dos temas tratados com os russos será a garantia de fornecimento de fertilizantes e a retirada de suspensão para 12 frigoríficos brasileiros exportarem carnes para o país. 

Apesar das viagens na América do Sul, Bolsonaro (PL) já afirmou que não comparecerá à posse do presidente eleito do Chile, Gabriel Boric, da coalizão esquerdista Aprovo Dignidade. O governo brasileiro só parabenizou o presidente eleito quatro dias após sua vitória. O evento está marcado para o dia 11 de março. Bolsonaro tampouco deverá comparecer à posse da eleita Xiomara Castro, de Honduras, no próximo dia 27.

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