ATAQUES

Esposa de Daniel Silveira chama Lira de "covarde" e critica Mendonça

Paola Daniel atacou o Congresso nas redes sociais. Ela é pré-candidata ao cargo de deputada federal

Luana Patriolino
postado em 21/04/2022 17:04
 (crédito: Reprodução/Redes sociais)
(crédito: Reprodução/Redes sociais)

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi chamado de “covarde” pela esposa do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), Paola Daniel, nas redes sociais, nesta quinta-feira (21/4). A advogada, que é pré-candidata à deputada federal, defendeu o marido — condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na noite da última quarta-feira (20/4) — além de criticar o voto do ministro André Mendonça.

“Daniel Silveira não é criminoso para ter pena estipulada. Ele não cometeu crime algum e posso garantir que ele não está assustado. Está ainda mais decidido a despertar pessoas para o que poderemos enfrentar. Arthur Lira é um covarde!”, escreveu no Twitter.

O STF condenou o deputado por estimular atos antidemocráticos e ameaçar instituições. Relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes votou pela aplicação de pena de oito anos e nove meses de reclusão, inicialmente, em regime fechado para o réu.

Na sequência de posts, Paola Daniel criticou a Câmara e o Senado e defendeu o presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que ele não teve relação com o voto do ministro André Mendonça, do STF, que se posicionou favorável à condenação de Silveira. Ela endossou a enxurrada de críticas que o magistrado vem recebendo dos bolsonaristas.

“Em tempo, o Presidente Jair Bolsonaro nada tem com o voto de André Mendonça e garanto que não deixou Daniel Silveira de lado. Temos que cobrar da Câmara e do Senado pela omissão, pela covardia, pelo desrespeito à Constituição”, disse.

Paola Daniel é advogada e se filiou ao PTB do Rio de Janeiro. Segundo dirigentes do partido, ela será candidata à deputada federal. A esposa de Daniel Silveira também comentou o post em que Mendonça se defende dos ataques de bolsonaristas.

“Como cristão, concordo que deva defender bons modos, mas todos estamos sujeitos a errar, Ministro. Mas o senhor disse que sua bíblia no Supremo é a constituição e condenar um parlamentar sem crime, não foi coerente, só. Lembre, sou, assim como o senhor, jurista e cristã”, disse.

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