IMPRENSA

STF inicia sessão desta quarta (4/5) em defesa da liberdade de imprensa

Ministros citaram importância do jornalismo independente e do direito à informação

Luana Patriolino
postado em 04/05/2022 17:23 / atualizado em 04/05/2022 17:24
 (crédito:  Rosinei Coutinho/SCO/STF)
(crédito: Rosinei Coutinho/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, iniciou a sessão plenária desta quarta-feira (4/5) com um discurso em prol da liberdade de imprensa. O ministro fez referência ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, celebrado ontem, e destacou o papel do jornalismo independente para a democracia brasileira.

“A imprensa livre é um dos pilares da nossa democracia e, por isso, em nome do Supremo Tribunal Federal, gostaria de cumprimentar o trabalho desenvolvido por todos os setoristas do STF, jornalistas de todo o Brasil, cinegrafistas, fotógrafos, editores, redatores, todos aqueles que diariamente ajudam na produção e divulgação de notícias e que se prestam a informar a nossa sociedade, propiciando sua autodeterminação, suas escolhas e juízo de valor”, disse Fux.



O ministro ainda comentou sobre a reunião com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na tarde de terça-feira (3), no STF. Segundo ele, o objetivo é estabelecer harmonia entre os Poderes.

“Aproveito este momento para informar aos colegas — ministras e ministros — que ontem à tarde recebi, no gabinete da Presidência do Supremo Tribunal Federal, o senador Rodrigo Pacheco, presidente do Congresso, para dialogar sobre as relações entre os dois Poderes, ocasião na qual nos mostramos alinhados no objetivo de defender as instituições e a nossa Constituição”, afirmou.

Perigo da desinformação

A ministra Cármen Lúcia concordou com o posicionamento de Fux e ressaltou que o direito à informação está expresso na Constituição.

"Não há democracia sem imprensa livre. Acho que é algo bem simples de ser entendido. O direito à informação é previsto no inciso 33 do artigo 5º da Constituição”, disse.

A magistrada também apontou o perigo da desinformação na sociedade. “Não há possibilidade de, num período de tantas mentiras, mentiras dolosas, planejadas para cumprir determinados objetivos — e peço, não desculpas, apenas que possa acentuar, porque o que é chamado como fake news, muitas vezes, não entendem. É uma mentira. Mentira dolosa, planejada, com objetivos planejados e específicos. É preciso que as coisas tenham o seu devido nome", pontuou Cármen Lúcia.

"É a imprensa que consegue desfazer [fake news], esclarecer, informar, para que a gente tenha uma democracia com os padrões de qualidade humana, dignidade humana que se pretende. Por isso, faço esse realce", concluiu a magistrada.



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