ELEIÇÕES

Contra ofensiva de Bolsonaro, TSE simula ataques cibernéticos em urnas

Etapa de testes faz parte do rito do processo eleitoral e inclui fiscalização da Polícia Federal

Luana Patriolino
postado em 11/05/2022 16:26 / atualizado em 11/05/2022 16:26
 (crédito:  Crédito: Antonio Augusto/secom/TSE)
(crédito: Crédito: Antonio Augusto/secom/TSE)

Em defesa à lisura das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) simula, nesta semana, novos testes às urnas eletrônicas para afastar a possibilidade ataques cibernéticos às máquinas. A análise já estava prevista, segundo o rito da Corte, mas acontece em meio às críticas do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao sistema eleitoral brasileiro.

O processo é chamado Teste Público de Segurança do Sistema Eletrônico de Votação (TPS). Nele, os pesquisadores repetem cinco planos de exportação de vulnerabilidades do equipamento. Esses exercícios foram aplicados em novembro de 2021, na fase anterior do ciclo de testes públicos das urnas.

Desde que foi eleito, Jair Bolsonaro e seus apoiadores afirmam que as eleições de 2018 foram fraudadas e que a chapa teria ganhado em primeiro turno contra Fernando Haddad (PT).



O presidente sustenta que as máquinas são suscetíveis a invasões. Em julho do ano passado, ele prometeu, durante uma live, apresentar uma “prova bomba” sobre supostas fraudes. No entanto, nunca apresentou nenhum fato concreto sobre o assunto. Depois, afirmou que tinha apenas indícios de supostas irregularidades e falhas nas urnas.

Os testes serão feitos até esta sexta-feira (13/5) e incluem simulações de ataques em uma ação conduzida também por peritos da Polícia Federal. De acordo com o TSE, os testes geraram sugestões de aperfeiçoamento das urnas, mas não apresentaram falhas em relação a possíveis ataques hackers. A expectativa da Corte é divulgar o resultado final do teste público de segurança no dia 30 de maio.


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