Goiânia

Em evento evangélico, Bolsonaro foca em pautas de costumes e ataca Lula e STF

Bolsonaro aos presentes na Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, em Goiânia (GO): "Tive um grande apoio dos cristão pelo Brasil"

Cristiane Noberto
postado em 27/05/2022 15:13 / atualizado em 27/05/2022 20:55
 (crédito: Reprodução/Youtube)
(crédito: Reprodução/Youtube)

Sob o chapéu de pautas de costumes como aborto, casamento gay e religião, o presidente Jair Bolsonaro (PL) discursou para evangélicos na Convenção Nacional das Assembleias de Deus do Ministério de Madureira, em Goiânia (GO), na manhã desta sexta-feira (27/5). O presidente também aproveitou para atacar novamente o Supremo Tribunal Federal (STF) e o principal rival dele nas eleições de outubro de 2022, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Pela tradicional pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira (26/5), Bolsonaro tem 39% dos votos daqueles que se dizem evangélicos, enquanto Lula tem 36%. No evento ocorrido na manhã desta sexta, em tom eleitoral, o presidente afirmou que previu acontecimentos como a facada que levou em 2018 e que ele mudaria o destino do Brasil. "Tive um grande apoio dos cristão pelo Brasil, eles sabiam o que estava acontecendo com a nossa Pátria até aquele momento”, disse à plateia de evangélicos.

Confira pontos do discurso

  • Bolsonaro “prevê” atentado contra ele

“Tem um vídeo, de 2014, na academia militar das Agulhas Negras, eu estava dirigindo a Palavra para os 500 jovens que estavam se formando naquele dia. Não foi programado, mas algo aconteceu. Ali parece que algo me tocou e eu falei o que ia acontecer nos próximos anos. Uma das coisas que eu falei, tá no youtube, é que poderia perder minha vida pelo caminho mas tínhamos que mudar o destino no Brasil e mudar como? Quem somos cada um de nós aqui presentes para falar ‘eu vou mudar o destino do Brasil’, se não tiver algo muito mais forte, que não de cima dando esse sinal. Aconteceu, sobrevivi a uma facada, agradeço a Deus pela minha vida uma segunda vida. Conseguimos uma eleição difícil, mas houve um clamor nacional e, mesmo hospitalizado, aconteceu. Tive um grande apoio dos cristão pelo Brasil, eles sabiam o que estava acontecendo com a nossa pátria até aquele momento”.

  • Defensor das “pautas de costume”

“Eu me lembro que quando eu comecei aparecer perante o Brasil. Não foi em 1991, quando assumi o meu mandato (de deputado federal), foi em 2010, quando as questões voltadas contra a família começavam a falar mais alto dentro do congresso e muitas vezes eu falei que a bancada evangélica são seres humanos e muitos aqui podem ter seus defeitos, somos humanos, mas o saldo da bancada evangélica não são para questões de interesses materiais de cada um de nós, mas em especial para questões espirituais não tem preço. Esses que estão aqui, alguns daquela época eram parlamentares, se abraçaram comigo. Também alguns senadores, em especial um do Espírito Santo, que também tem seus defeitos, mais foi decisivo para sepultar projeto que permitia o padre ou pastor que por ventura realizasse um casamento não previsto no livro sagrado”.

  • Ideologia de gênero

“Também naquele ano, por decreto do presidente de 2009, que criou o plano de direitos humanos que não tinha nada de direitos humanos ali. Eram 180 capítulos, um dos capítulos mais importantes para eles era a desconstrução da heteronormatividade. Começou a crescer a questão da ideologia de gênero, a covardia de se escrever como sexualizar as crianças com cinco anos de idade, no ambiente em que elas são reféns, para o bem e para o mal de quem está à frente da sala de aula, como enfrentar tudo isso? tínhamos uma secretária de direitos humanos que na sua página oficial nas redes sociais, tinha lá o site chamado ‘humaniza redes’, onde estava claro nesse site que o pedófilo deve ser tratado e não encarcerado”.

  • Conversa com Putin

“Às vezes até bem intencionado, se não estiver muito bem pensado o que vou assinar todos nós sofremos. São decisões difíceis, como ir para a Rússia. Pressão quase do mundo todo, mas eu tinha que conversar com o presidente (russo, Vladimir) Putin. A guerra ainda não tinha acontecido ainda. Salvamos a iminência de fertilizantes para o homem do campo, poderia colocar em risco a nossa segurança alimentar. Logo depois, a guerra implodiu. Nós lamentamos qualquer morte e ato de violência. Mas eu não tenho o poder de pacificar. Agora, 23 navios da Rússia e de Belarus aportaram no Brasil com fertilizantes”

  • Fechamento de igrejas

“Um dos últimos refúgios que o homem vai, em situação de desespero, é procurar ali o pastor, um padre, um líder religioso, para conversar com ele, e isso foi negado aqui no Brasil. E pode ter certeza que o único chefe de Estado do mundo que foi contra essa política (de lockdown) foi eu. Noites noites sem dormir, o que é comum na minha vida, durante o dia fazendo ligações buscando a melhor maneira de solucionar a pandemia. Hoje temos estudos de fora do país de que o lockdown não salvou nenhuma vida. Sofremos as consequências disso no mundo todo”.

  • "Tolhido pelo STF"

“Aumentou o preço dos alimentos, dos combustíveis e também foi um duro baque na educação dos nossos filhos. Eu posso falar porque fiz a minha parte, apesar de tolhido pelo STF em conduzir o destino da nação no tocante ao combate ao covid. As universidades foram fechadas não por mim. As academias militares, eu decidi não fechar, não morreu nenhum cadete. Orientei, posso falar agora, meus comandantes de Força como proceder nessa questão depois de muita conversa e debate, porque estavam tratando de vidas”

  • Kit covid

“Disse-lhes que não podíamos tolher os médicos da sua liberdade, de um momento grave como aquele que estávamos vivendo ele (médico) receitar o que achasse que fosse melhor para aqueles familiares – kit covid. quem agiu dessa maneira desde o início sequer foi hospitalizado. Politicaram essa questão no Brasil, virou um tabu. Não obriguei ninguém a tomar a vacina, nós compramos mais de 500 milhões de doses. Eu resolvi não tomar, é um direito meu”.

 

 

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