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Bolsonaro volta a atacar o Judiciário e diz que Fachin foi "advogado do MST"

Presidente ainda afirmou que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) trabalham para eleger o ex-presidente Lula ao Planalto e voltou a falar sobre as urnas eletrônicas

Luana Patriolino
postado em 27/05/2022 20:53
Ainda na transmissão ao vivo, Jair Bolsonaro voltou a falar sobre urnas eletrônicas e um inquérito que investigou o ataque hacker a dados administrativos do TSE -  (crédito: Reprodução)
Ainda na transmissão ao vivo, Jair Bolsonaro voltou a falar sobre urnas eletrônicas e um inquérito que investigou o ataque hacker a dados administrativos do TSE - (crédito: Reprodução)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o Judiciário, durante a tradicional live semanal, na noite desta sexta-feira (27/5). O chefe do Executivo associou o ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e afirmou que os outros ministros trabalham para eleger Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente neste ano.

Ao falar sobre Fachin, Bolsonaro disse que ele trabalhou como advogado do MST. A afirmação do presidente não procede. O ministro já negou publicamente que tenha atuado em causas do movimento. A fake news começou a circular, pois, em 2008, ele assinou um manifesto de apoio ao grupo.

"Um tremendo desgaste do senhor Fachin, sabe disso, lá do Paraná. A gente sabe a vida pregressa dele, ele foi um militante de esquerda, advogado do MST. Isso é verdade, não é fake news, temos até vídeo dele falando isso aí. E ele botou o Lula para fora. Botou para fora só para vê-lo livre, porque ele, segundo o Supremo, ele é elegível. Então, ele disputa as eleições”, disse Bolsonaro.

O presidente afirmou, mais uma vez, sobre sua tese de que o Supremo Tribunal Federal e o TSE trabalham para eleger Lula ao Planalto. “Então, o que a gente entende pro lado de cá é que ninguém vai colocar o cara pra fora com condenações grandes em três instâncias simplesmente para ficar passeando por aí, né? Com sua namorada, noiva e agora com sua jovem esposa. Colocou para fora, no meu modesto entendimento, para ser presidente da República", disse.

Bolsonaro também criticou Alexandre de Moraes. "Um ministro do Supremo Tribunal Federal, que jurou respeitar a Constituição, falar em falsa ideia de liberdade de expressão? Liberdade você tem ou não tem. E quem extrapolar, existe legislação para isso. Injúria, calúnia, difamação, e a pena geralmente e pecuniária, não é perda de liberdade", disse.

Urnas eletrônicas

Ainda na transmissão ao vivo, Jair Bolsonaro voltou a falar sobre urnas eletrônicas e um inquérito que investigou o ataque hacker a dados administrativos do TSE. Por esse caso, o presidente é investigado por vazamento de documentos sigilosos. Durante uma live, ele divulgou os autos de um inquérito que corre na PF sobre uma suposta invasão a um dos softwares da Corte Eleitoral.

“Não é fake news aquele inquérito da Polícia Federal de 2018, aberto em novembro, que começou a apurar como é que hackers ficaram por oito meses dentro dos computadores do TSE. Um, inclusive, com a senha de um ministro. O que querem com isso?”, disse.

Desde que foi eleito, Bolsonaro e seus apoiadores afirmam que as eleições de 2018 foram fraudadas e que a chapa teria ganhado em primeiro turno contra Fernando Haddad (PT). O presidente chegou a sugerir que as Forças Armadas fizessem uma apuração paralela nas eleições deste ano. 

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