Prisão ex-ministro

"Que ele foi um mau ministro da Educação, ele foi", diz Lula sobre Ribeiro

O ex-presidente Lula disse nesta quinta (23/6) que defende o direito à defesa do ex-ministro Milton Ribeiro, preso ontem, mas criticou sua atuação na pasta

Victor Correia
postado em 23/06/2022 14:19 / atualizado em 23/06/2022 14:20
 (crédito: Reprodução/Twitter)
(crédito: Reprodução/Twitter)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta (23/6) que o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, preso ontem por suspeita de corrupção, foi um "mau ministro". Ele também classificou como "vergonha nacional" a atuação de Ribeiro com os pastores lobistas — também presos na quarta-feira (22) em operação que investiga cobranças de propina. 

"Eu não sei se já foi investigado, se já houve autorização de juiz para prender, mas que ele foi um mau ministro da Educação, ele foi", afirmou o ex-presidente em entrevista nesta manhã à Rádio Difusora 96,9 FM, de Manaus. "Aquela reunião dele distribuindo dinheiro para pastor é uma vergonha nacional", complementou.

O desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), deferiu liminar, hoje, e cassou a prisão preventiva do ex-ministro e dos outros quatro presos.

Milton Ribeiro foi preso preventivamente ontem pela Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento em um esquema de cobrança de propina, inclusive em ouro, para a liberação de recursos da pasta a municípios. A operação da PF foi batizada de Acesso Pago e também prendeu os pastores Arilton Moura e Gilmar Santos que, segundo denúncia de prefeitos, realizavam as cobranças. A investigação começou após divulgação de áudios, em março, nos quais o ex-ministro falava sobre o favorecimento de municípios que negociavam com os pastores.

Lula ressaltou ainda que Ribeiro tem direito a se defender. "Eu acho que a prisão depende muito da apuração, depende muito de prova. Você não pode prender porque vai prender. Não. Você tem prova contra o cidadão? Está provado que ele roubou? Você faz um processo, e aí a Justiça decide se vai prender ou não", disse o ex-presidente. "A defesa é um valor monumental para a democracia nesse país."

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