Eleições 2022

Bolsonaro diz que respeitará resultado: "Quem tiver mais votos leva"

"Não há a menor dúvida: quem tiver mais votos leva. Isso que é democracia", afirmou o presidente Bolsonaro, após debate com o ex-presidente Lula

Ingrid Soares
postado em 29/10/2022 00:22 / atualizado em 29/10/2022 00:46
 (crédito:  MAURO PIMENTEL/AFP)
(crédito: MAURO PIMENTEL/AFP)

Após o debate na TV Globo com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou na madrugada deste sábado (29/10) que respeitará o resultado das eleições. Segundo ele, levará o pleito aquele candidato que tiver mais votos.

"Quem tiver mais votos assume o governo", disse. "Não há a menor dúvida: quem tiver mais votos leva, isso que é democracia", emendou.

No último dia 26, Bolsonaro concedeu uma declaração semelhante garantindo que o candidato que obtiver mais votos deva assumir a presidência, de forma justa.

"Sabemos que está em cima, as eleições estão aí, mas um lado que é o meu está sendo muito prejudicado e não foi de agora. A gente espera que haja celeridade das autoridades de Brasília que eleições se decidam no voto. Aquele que tiver mais voto na urna deve assumir o cargo na data adequada", disse na data.

No entanto, ao longo do mandato, Bolsonaro tem lançado dúvidas sobre a lisura do sistema eleitoral.

Na entrevista, o chefe do Executivo ainda apelou a apoiadores para que virem votos. "Arranje mais um voto. Leve a vó para votar, o vovô, quem está indeciso. Ganhe esse voto para nós", pediu.

Nas considerações finais do debate, o presidente se confundiu com um ato falho que chamou atenção nas redes sociais afirmando concorrer ao cargo de deputado federal. "Muito obrigado, meu Deus. Se essa for sua vontade, estou pronto para cumprir com mais um mandato de deputado federal", disse. Ao perceber o erro, corrigiu: "de presidente da República".

Ele também voltou à pauta de costumes. "Deixar bem claro, mais do que escolher o presidente da República é escolher o futuro da nossa nação. Se nós viveremos em liberdade ou não, se será respeitada a família brasileira. Nós somos 90% cristãos. Se o aborto continuar sendo proibido ou não no Brasil. Nós respeitamos a vida desde a sua concepção não queremos a liberação das drogas no Brasil. O outro lado quer liberar as drogas. Nós respeitamos a propriedade privada. Nós somos as cores verde e amarela do progresso e não a bandeira vermelha. Tenho certeza que, no próximo domingo, venceremos as eleições. Vamos lá que o Brasil é nosso", concluiu.

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