Transição

Haddad: reuniões de Lula com Lira e Pacheco foram 'boas' e 'clima é construtivo'

Protocolada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), a PEC da transição visa retirar o Bolsa Família do teto de gastos por quatro anos e autorizar o gasto de R$ 198 bilhões por fora da âncora fiscal

Agência Estado
postado em 30/11/2022 19:42
 (crédito: Reprodução/Youtube @Lula)
(crédito: Reprodução/Youtube @Lula)

Favorito para assumir o Ministério da Fazenda, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou que as reuniões desta quarta-feira, 30, do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), foram "boas" e de clima construtivo para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição.

"O clima está muito bom no Congresso Nacional, dois presidentes estiveram aqui, tanto da Câmara quanto do Senado. Foi muito produtivo. O clima é muito construtivo", declarou Haddad ao deixar o hotel em que esteve hospedado desde segunda-feira em Brasília. Ele segue para São Paulo e retorna à capital do País na segunda-feira.

Protocolada pelo senador Marcelo Castro (MDB-PI), a PEC da transição visa retirar o Bolsa Família do teto de gastos por quatro anos e autorizar o gasto de R$ 198 bilhões por fora da âncora fiscal.

Assessoria de Lira diz que encontro com Lula foi 'restrito aos dois'

A assessoria de imprensa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou em nota que a reunião entre ele e o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta manhã foi "restrita aos dois" e negou que a possível desidratação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da transição tenha sido abordada na conversa.

"A assessoria de imprensa do presidente Arthur Lira informa que o encontro com o presidente Lula foi restrito aos dois e que as informações publicadas não condizem com a verdade", escreveu a equipe de Lira ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

A reportagem apurou que o presidente da Câmara sinalizou a Lula que a PEC, como está, não passa no Congresso e precisa de um prazo menor do que quatro anos. Ele também agradeceu o apoio do PT à sua reeleição.

De acordo com relatos, a conversa foi cordial e Lula buscou ouvir o presidente da Câmara. Lira se comprometeu a pautar a votação do texto que for aprovado no Senado, Casa onde a tramitação da PEC terá início.

 

 

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