NOVO GOVERNO

Defesa Civil não tem dinheiro para ações estruturantes em 2023, diz Transição

Secretaria de Defesa Civil pediu R$ 506 milhões para dar continuidade, em 2023, às obras de prevenção de desastres. Também não há planejamento do governo federal para evitar desastres

Tainá Andrade
postado em 01/12/2022 18:10 / atualizado em 01/12/2022 18:12
 (crédito:  Portal Oficial do Governo do Estado de Alagoas)
(crédito: Portal Oficial do Governo do Estado de Alagoas)

Na base das ações estruturantes deixadas de lado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), está a Defesa Civil. No detalhamento do Orçamento de 2023 para a área seriam necessários R$ 739 milhões, mas há, na pasta, pouco mais da metade, R$ 467 milhões, a serem executados. O alerta foi dado pelo Grupo Técnico (GT) de Desenvolvimento Regional da transição, nesta quinta-feira (1º/12), em coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB).

Uma das conclusões apontadas no relatório preliminar entregue pelo GT é de que não há um planejamento para prevenção e resposta a desastres para o fim deste ano e o início do próximo. Teria que ter separado  à área um montante de R$ 506 milhões, mas há apenas R$ 13 milhões. Já na resposta a desastres, eram necessários R$ 381 milhões, mas há disponível R$ 150 milhões.

“Isso explica porque desastres acontecem e o governo não consegue de imediato agir”, concluiu o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), um dos coordenadores do GT de Cidades.

Outro ponto alertado pelo grupo técnico é o risco de paralisação de obras para prevenir ocorrências. Para evitar a paralisação de obras em 2023, foi solicitado, pela Secretaria de Defesa Civil, R$ 506 milhões. A pasta tem destinado para esse fim, hoje, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), menos de R$ 3 milhões.

"Mais de 900 mortes por desastres naturais aconteceram quando eu assumi o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação em 2011. É no verão que as chuvas acontecem. Tomamos a decisão de constituir o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), que hoje faz alertas diários do risco de cada município. O que é grave é que estão desestruturando a Defesa Civil. Não adianta emitir o alerta se não tem equipe para subir no morro e avisar do perigo", explicou o coordenador da transição, Aloizio Mercadante. "Não ter Defesa Civil é inaceitável do ponto de vista de que é a prioridade da preservação da vida. É grave não ter recurso para trabalhar no Brasil hoje”, completou.

Newsletter

Assine a newsletter do Correio Braziliense. E fique bem informado sobre as principais notícias do dia, no começo da manhã. Clique aqui.

Cobertura do Correio Braziliense

Quer ficar por dentro sobre as principais notícias do Brasil e do mundo? Siga o Correio Braziliense nas redes sociais. Estamos no Twitter, no Facebook, no Instagram, no TikTok e no YouTube. Acompanhe!

Notícias pelo celular

Receba direto no celular as notícias mais recentes publicadas pelo Correio Braziliense. É de graça. Clique aqui e participe da comunidade do Correio, uma das inovações lançadas pelo WhatsApp.


Dê a sua opinião

O Correio tem um espaço na edição impressa para publicar a opinião dos leitores. As mensagens devem ter, no máximo, 10 linhas e incluir nome, endereço e telefone para o e-mail sredat.df@dabr.com.br.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação